Suicide Girl and The Ghost - Para todos aqueles que pararam de acreditar na imensidão do amor:

Parei de caminhar pela marquise, com medo da chuva. Me deixei atingir por raios. É intensa, a vida de quem corre na chuva, sem desviar das poças d'água. É imprevisível, a vida de quem caminha sem medo de escorregar, de olhos fixos no horizonte, desatento às pedras no chão. E entre "não faça isso" e "faça aquilo", a gente passa a caminhar por estradas cada vez mais estreitas, quase claustrofóbicas. São tantas as lições que a vida nos dá, que, por vezes, vemos nosso mundo se restringir a minúsculos cubículos cercados por instransponíveis muralhas. Assim a gente pára de caminhar, e passamos a viver em um eterno ciclo repetitivo. E é quando essa situação se transforma numa chaga insuportável, a gente apalpa as próprias costas e descobre que somos dotados de asas. Lá de cima, a gente pode acompanhar todos os caminhos que deixamos de percorrer, por medo de colecionar novas - e mais doloridas - cicatrizes. Tomados pelo arrependimento, descobrimos que nossa estrada não é de duas mãos.

Eu já tentei, eu já quis desistir; mas quando chega a noite eu não posso dormir, pois quando fecho os olhos nenhuma luz se apaga.
Verdade... Quem é capaz de conviver com ela?
Vontade... De um dia jogar tudo para o ar. E viver sabendo que não há nada depois; viver sem esperar por quem nunca existiu.
Salvation under my breath, just breathe

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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

A saudade não é sólida.

Saudade não é ausência. É a presença, é tentar viver no presente.

É a cama ainda desarrumada. 

Saudades são todas as coisas que estão lá para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou, e de lá não sai. 
A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê "sadio".

É o transtorno intermitente e perene de implorar por 'um pouco mais'.

Saudade não é olhar pro lado e dizer "se foi". É olhar pro lado e perguntar "cadê?"
Fica o vazio, após o tchau. Fica o fantasma, quando o concreto se vai. Ficam as marcas de poeira ao redor dos quadros e os longos fios substituindo o ar.
Ficamos eu e você, aqui e aí. Um vazio momentâneo, uma saudade permanente, uma dor que vai e vem, alternada com uma apaixonada e obcecada psicose, que só entende quem sente.
Que ar é esse que eu respiro, que não é teu também? Que silêncio é esse, que não é cessado pela tua voz?  Que espaço é esse na minha cama, junto com aqueles cobertores emaranhados? Quem sou eu, se não estou com você?


O teu olhar velado
Veio do outro lado
Visitar o meu


Bú? A que aqui escreve sou eu com saudade, e essa diz: ÀS VEZES TEMOS QUE SER MAIS FORTES DO QUE ACREDITAMOS PODER E MAIS NOBRES DO QUE GOSTARÍAMOS.