A partir do dia 11 de junho, haverá jogos de futebol, na África do Sul. E lá haverá grandes histórias, de vida, lutas, sonhos, esperança, crenças e muito esforço, mas às vezes para você poder vê-las você terá que desviar o olhar, do campo de futebol, da bola, terá que olhar para além do óbvio, terá que ver o “real” futebol mais de perto.
Haverá jogos de futebol, em algum lugar da África do Sul, alguns times ganharam e outros hão de perder, reportes irão noticiar, dizer quantos gols houveram, por quem foram feitos, dirão o resultado e o mesmo será festejado, enfim, após tantas especulações. Números serão muito utilizados antes, durante e após a Copa do Mundo, irão medir, analisar e marcar times e jogadores, mas todos sabem que o que importa é como se arma, cria uma estratégia e se joga. Ouvimos muitas vezes a expressão “não se pode medir o coração” e a verdade é que, além disto, também não se pode medir a vontade e o desejo, comentaristas acham que muitos jogadores estão inaptos a jogar e times irão rapidamente se entregar a derrota, mas não duvide e nem meça a determinação de alguém, de uma nação. Afinal, não se pode medir um sonho.
A verdade “real” da Copa do Mundo vai além dos jogos de futebol, vai muito além da bola, a história efetiva é de povos que crêem naquilo como até mesmo uma “religião”, de pais que abriram mão de muitas necessidades, dando àquilo que mal possuíam para que seus filhos pudessem realizar seus sonhos; de famílias pobres do Mundo inteiro que vêem estes jogos como sua fonte de alegria e estes futuros jogos como até mesmo seu porto seguro em meio à guerra de sobrevivência cotidiana; de uma criança vendo sua primeira Copa ao lado de seu pai; do menino pobre sonhando em ser o próximo jogador; de um árabe que talvez esteja torcendo pelo mesmo time que um garoto judeu; de que pela primeira vez em alguns morros, países e áreas de risco por conta de guerras, não haverá barulho de bombas ou tiros, mas sim fogos de artifício iluminando o céu.
O futebol e a Copa do Mundo estão além da competitividade e força física, está também na possibilidade de Davi vencer Golias e isto o torna apaixonante, como fez o Brasil, um país “inferior” e ainda emergente, vencendo os gigantes, apesar da infra-estrutura; foi o que deu possibilidade de países subdesenvolvidos sonharem e lutarem para conseguir um espaço através de um esporte tão querido mundialmente.
A história de veras importante da Copa do Mundo é sobre a vida, o tempo e as mudanças... Afinal, quem esperava que um país do continente africano, poderia sediar a Copa; quem imaginária que a Sérvia ou a Eslováquia participaria da copa e que após 44anos a Coréia do Norte voltaria a jogar. É nestes casos que podemos nos lembrar que de fato, nada é impossível, e sabendo que na realidade tudo é possível, podemos travar um guerra contra o medo e então fazer, absolutamente tudo que queremos.
O futebol e a Copa do Mundo são muito mais que “simples” jogos; são também metamorfose, superação, são acima de tudo, vida.
Bú? Copa do Mundo - África do Sul, por um Mundo só.
sexta-feira, 11 de junho de 2010
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