Até que me esgote a voz


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Relato de uma ...

Eu procurei, jurei que não iria mais falar de mim, porquê eu achei que eu tinha outras historias pra contar. Um dia desses acordei, não consegui respirar enquanto não cuspi tudo o que eu tinha pra falar, sobre mim.
Tudo o que eu sempre procurei, tudo o que eu sempre sonhei não vale nada pois não enxergo um palmo a frente, e nem posso olhar pra trás.
 Não existe uma só curva nessa estrada, preciso de uma bifurcação.
Anoiteceu, mas faz tempo que a minha vida escureceu, não sei ao certo quando foi que tudo isso aconteceu, só sei que a culpada fui eu - e mesmo que não fosse, em qualquer julgamento eu sou a réu. E desde então a minha forma de me defender se tornou atacar, mesmo sem saber a quem ou quando parar.De que adianta abrir os olhos, se sei que estas visões são para me cegar; esses abraços são pra me amaldiçoar e estas mãos que deveriam me guiar se tornaram algemas.  Eu nunca te obriguei a me ouvir falar, mas já que está aqui agora espera eu terminar.
Desde quando você acha que sabe melhor de mim, do que eu? Existem tantas coisas que eu vivi que você nunca viveu
Talvez o asfalto seja a minha casa, mas eu sei que não posso chama-lo de lar. E então eu me contento com o que sobrou, eu como o pão que o diabo amassou; ninguém mais pode me parar pois cansei de pecar pela excessiva vontade.
O dia acaba só pra emudecer as palavras que eu tanto queria falar. E apesar da minha vida já ser escura a noite vem pra tentar tirar de mim todas as lágrimas guardadas, e o brilho da voz (rouca) de gritar até a garganta sangrar. E
 eu conheço muito bem, melhor do que qualquer um, raiva que dá, eu soco as paredes sem me importar. E eu também sinto a tristeza que dá, tudo que eu quero é ser deixada em paz.
Então quando você pensa em responder, eu tampo os ouvidos para não ter que escutar, mas não dá pra escapar, você canta pra mim O Mundo é um moinho acreditando que eu fosse ajoelhar aos seus pés e me desculpar. Mas mesmo que o mundo fosse uma metralhadora aponta em minha direção eu não iria cair, eu não me permito sucumbir.

Eu já sabia muito antes de nascer que tudo isto iria acontecer. Eu já previa que todos iriam me julgar sem nem ao menos me conhecer.
Eu sei que vão me dizer que não sou mais o mesmo, vão apontar o dedo na minha face pra me acusar. Estarão sempre a arrumar mil motivos pra me incriminar. Por todo canto alguém esperando pra me derrubar.
Podem dizer que acabou, mas eu acho que nem começou. O sol nasceu e eu ainda não dormi.

Só pra te avisar: Não foi a primeira vez, que eu enxerguei o fim. Mas minha história não acaba aqui, diferente do que pude crer eu tenho muito mais a contar...e por mais que você finja não escutar por mais que você diga que não lê eu sei que eu sou a primeira coisa que você pensa ao acordar.
Bú? UM FANTASMA EM SUA VIDA

Guardando a caneta.

Pensei que me tornaria cética, que teria preguiça, achei que fosse voltar a me fechar. De medo me abri, pois acreditei que não faria diferença...eu errei.
E então em conversas esporádicas você vê que alguém no mundo parou pra ler aquilo que você achou que ninguém iria ver que estava escrito. De páginas rasuradas às escritas com um milhão de cores, sou um livro empoeirado, sendo decifrado como magia por um mágico invisível. Sinto como se existissem trechos escritos em algum idioma arcaico que ninguém mais sabe ler. Tive receio que ninguém realmente quisesse sabê-lo. Mas ao notar que alguém quis sabê-lo, questiono-me se devo continuar a escrever...
Não irei arrancar uma só folha, o que não significa que algum dia eu volte a olhar o que me retrocede. Mas não afirmarei que escreverei uma só mais página.
Bú? Relato de uma .... 

domingo, 8 de agosto de 2010

sobre minha mente...

Eu sei de tudo que se passa nessa tua cabeça, ele disse.
Então você sabe muito mais do que eu, respondi.
-
É como um sonho/pesadelo sensitivo, uma força heróica.
É como uma fala mexicana, um erro grotesco de português, uma ação ignobel de novela, uma carta de um amante.
Acreditei que fosse a vida vivida intensa e loucamente, mas é apenas um giro da minha cabeça dentro do que há na minha mente.
Bú? é um susto pra quem crer saber de tudo.