Até que me esgote a voz


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Pra mim, infelizmente, nunca há fim.

Eu realmente me desgastei muito, tentando realizar sonhos, eu me perdi entre tantos rascunhos que nunca se tornaram um bom texto. Assim como fiz com meus projetos de vida que, com o tempo vertiginoso, apenas ganhavam reticências; fiz diversos rascunhos, comecei muitas vezes sem dar continuidade a nenhuma das minhas tentativas frustradas. 
Os relógios ultimamente só me mostram o tempo perdido escrevendo fórmulas falsas de felicidade, texto vazios de vida e repleto de palavras sem significado algum. Tenho escrito sempre de forma egocentrica, hesitando muito em expor detalhes que furtem espaço do “eu”. Escrevendo para quem lê, sem atentar, que estes textos se tratam apenas de mim mesmo quando o sujeito é você.
Já não tenho tanta intimidade com as palavras, é como se eu as pegasse de maneira fraternal para afagá-las, mas, elas me escapam entre os dedos.
Atualmente não tenho o dom de passear pelas frases aleatoriamente, simplesmente tento desprender-me delas como quem transborda da alma toda a tola pieguice amorosa, e assim afugento de uma gaiola uma gaivota que voa sem cessar, que “corre” sem se cansar.
Agarro com força a caneta sempre, que me amarram a alma, acorrentam meu coração. Para que ela chore e grite por mim através de sua tinta. Em folhas envelhecidas pelo tempo, amassadas pelo meu ódio ao passado e amareladas pelo meu descuido com as memórias.
Eu escrevo em papeis que sentirão toda a minha dor e angústia, ao serem tocado brutalmente, pela caneta, em suas folhas velhas, amassadas e amareladas. Aos poucos  vou transformando reticências em palavras, decompondo minhas sentimentaloides lembranças em uma estrutura POBRE literária.

...

Bú? e sem completar mais um texto, termino sem que haja conclusão.