Até que me esgote a voz


sábado, 2 de julho de 2011

Um pouco de amor, um pouco de azar, uma boca vermelha que não parava de falar...

Sobre todos os olhares e pequenos movimentos, sobre as grandes atitudes sem significado algum. Sobre a nossa sinceridade e as mentiras, sobre o que eu desejava e o que eu de fato terei. Sobre tudo que nos envolve, nos une e separa só há duvidas palpitantes e certezas incompletas e errantes. Quem és? O que queres ser quando fores grande? Mas e se nunca cresceres mais que isto, como farás?
A minha vida é longa, tem mil histórias e mais de mil emoções; mais de mil sensações. Tu cabes na minha vida, apesar de pequenina e torta...mas estás disposto a encolher-te, para deixar o carinho e as carícias crescerem em nosso cotidiano?
As voltas na cama penso como começaria um texto se agora o começasse? - um texto branco que agora se torna demasiado escuro...-
 
Entre mim e tu há um sorriso lindo e umas gargalhadas que começam a surgir, há um reavivar de memórias.  Então rendo-me ao que temos, e me jogo ao que poderemos ter.  Mas sobre o que virá eu não posso prometer nada, para ninguém; promessa foi feita para ser quebrada. E disso, eu sou tão vítima quanto agressora. 
Sabendo o preço da certeza, prefiro ficar com a duvida.


Bú? 
Sabendo o preço da certeza, prefiro ficar com a duvida.