Eu vou apagar os porquês, as honras e tremas.
Eu vou viver do avesso, eu vou viver aceso, viver pleno.Eu vou burlas as regras,
apagar todo o sistema, parafrasear o sujo.Vou pular as estrofes, os trovadores e os tempos,
vou te dividir em cicatrizese beber teu sangue como mel.Quero inspirar teus pensamentos,como ar, como amar.
Vou reescrever todas as tuas frases,
e tirar todas as vírgulas do lugar.
Mudar todas as tuas palavras,
transformar tudo em blá-blá-blá.
E então te mandar o errado,
criar na tua mente a duvida sobre o certo.
Desfazer todo o conceito,
resumir tudo em boca e peito.
E que você sugue tudo que há em mim.
É tudo seu, a saliva, o leite, o mel.
Este néctar roubei da tua flor
e o resto você depositou em mim,
enquanto eu gemia e dizia que sim.
Limpe-me de ti, pois hei de me sujar de mim.
Quando deliciosamente imunda, estarei refeita no mais genuíno anseio.
E então exigirei mais,
Mais porquê
Mais, por que?
Mais trema, ainda que eu trema de prazer
Mais honra, ainda que eu não a possa viver!
Bú? E a burrice, é broxante?