Até que me esgote a voz


quarta-feira, 27 de março de 2013

E Não Sobrou Ninguém

Na primeira noite eles se aproximam, 
roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores, 
matam nosso cão, 
e não dizemos nada.
Até que um dia 
o mais frágil deles 
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo o nosso medo
arranca-nos a voz da garganta.
E já não dizemos nada 
 Vladimir Maiakovski 

Bú? Eu escolhi fazer teatro para falar pelos que não têm voz.

Você não me conhece


Jamais siga os meus passos, ou você vai ver que eu estou tão perdido quanto você. Então, APONTA PRA FÉ E REMA!

Eu: define-me e me condena.
Eu: diz e cala
Eu: detona-me e me salva, incentivando meus medos, aconselhando minhas angustias.

Bú? Você não me conhece, mas me ama pra sempre porque te convém.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Um ano.


"Tomba o corpo, a alma permanece e retorna ao Espaço. Iremos nos encontrar num mundo melhor e no céu imenso onde usaremos das nossas mais preciosas faculdades, onde continuaremos os estudos para cujo desenvolvimento a Terra é teatro por demais estreito."
"
E, enquanto o nosso corpo assim se renova, peça por peça, mediante a perpétua troca das matérias; enquanto que um dia ele cai, como se fosse massa inerte, para não mais se reerguer, o nosso espírito, um ser pessoal, conservou constantemente a sua indestrutível identidade, reinou soberanamente sobre a matéria de que se revestia, estabelecendo, por meio desse fato perene e universal, a sua personalidade independente, sua essência espiritual não sujeita ao império do espaço e do tempo, sua grandeza individual, sua imortalidade. "

Bú? É de lágrima, que faço o mar pra navegar. (Fim dos lírios.)

Gélida

"Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga"
Bú? Em busca do protagonismo da minha vida.

segunda-feira, 11 de março de 2013

F(rio)

Eu te matei, e por você ser fraco - e somente por isso, você morreu.

Bú? 40 graus de febre no pior mês do ano. -

quarta-feira, 6 de março de 2013

EU TE ACEITO COM OS HIFENS


e com todo o resto, 
de repente o amor bateu em mim e ficou, foi de súbito, ouvi uma música e me apaixonei verdadeiramente.


Bú? Obrigada, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Sem hifens

Eu quero nós fazendo laços até se desgastarem os panos. Eu quero um nó cego, de palavra e silêncio, entre nós. Quero nós dois dançando sobre a cama, liquefazendo sob o lençol.
Vamos matar a sede com água da boca, matar a fome com a carne farta do lábio e do queixo.
Olhos que se procuram disfarçadamente, corpos que se encontram sem hesitar. A mente voa, não pensa mesmo sendo impossível entrar em nirvana naquele lugar.
Não pensava em ‘o ques’ ou ‘porques’, apenas olhava ao longe um horizonte azul, seus lábios rosados, mesmo imóveis, pareciam gritar poemas e palavras de acalanto. Seu peito saltava como que se coração pudesse pedir um contato da língua. A luz do sol entrava de leve, batia em seu rosto fazendo seu olho direito brilhar.
Fotofobia.


Fechou os olhos e acordou, chega de sonhar, nem mesmo estava dormindo.


Bú? Sem doces animais marinhos, sem estar de costas na mesma cama, sem...