Eu quero nós fazendo laços até se desgastarem os panos. Eu quero um nó cego, de palavra e silêncio, entre nós. Quero nós dois dançando sobre a cama, liquefazendo sob o lençol.
Vamos matar a sede com água da boca, matar a fome com a carne farta do lábio e do queixo.
Olhos que se procuram disfarçadamente, corpos que se encontram sem hesitar. A mente voa, não pensa mesmo sendo impossível entrar em nirvana naquele lugar.
Não pensava em ‘o ques’ ou ‘porques’, apenas olhava ao longe um horizonte azul, seus lábios rosados, mesmo imóveis, pareciam gritar poemas e palavras de acalanto. Seu peito saltava como que se coração pudesse pedir um contato da língua. A luz do sol entrava de leve, batia em seu rosto fazendo seu olho direito brilhar.
Fotofobia.
Fechou os olhos e acordou, chega de sonhar, nem mesmo estava dormindo.
Bú? Sem doces animais marinhos, sem estar de costas na mesma cama, sem...