domingo, 28 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Escondeu-se em um livro
Cabe o silêncio a certas coisas. O mundo me parece surpreso com detalhes que não se escondem em segredos, mas sim em atos corriqueiros que passam despercebidos. A vida tem seus momentos confusos e conturbados, existem dores imaginárias que se mostram como flechas vermelhas que atravessam o estômago da gente, existem alegrias imensuráveis que se apresentam em fazer um filtro dos sonhos em casal.
Bú?As palavras que me escreveste tocaram-me. Como todas as outras que por vezes calas e que eu tinha de ler nos teus olhos.
-Existe algo que ...(não sei, não quero e não posso nomear) embora ainda não saiba bem o que ou onde essa poeira de... se esconde. -
Bú?As palavras que me escreveste tocaram-me. Como todas as outras que por vezes calas e que eu tinha de ler nos teus olhos.
-Existe algo que ...(não sei, não quero e não posso nomear) embora ainda não saiba bem o que ou onde essa poeira de... se esconde. -
...o Despertar de um bem querer
Existem coisas que me dão uma vaga noção de sentido na vida. O cheiro do seu corpo nos meus dedos, o sol que entra pela janela de manhã, abrir os olhos vagarosamente até te encontrar me vendo dormir, comer pão de queijo na cama, compartilhar palavras desconhecidas, reconhecer falhas de concepção e de confecção. São coisas singelas, eu sei; mas elementos naturais geradores de vida têm suas estruturas simples e são vitais. Como acordar no meio da noite e perceber que, mesmo separados, você encontrou um jeito de quedar-se entre meus braços sem me despertar.Os dois acordam, de súbito, sonolentos no meio da manhã. Ambos de costas, um para o outro, se olham sonolentos e ele, terno, diz:
- Estamos de costas, bem.
E ela compreensiva, responde em meio em alfa:
- Tudo bem, nos gostamos mesmo assim.
Ele concorda, mas mesmo assim a abraça e assim eles dormem por mais algumas poucas horas.
Mal sabia ela, que, de fato, deveria realmente aproveitar essa comprovação física e lógica de carinho. Logo eles se encontraram e ela mesma no ápice da sua pouca compreensão lógica e falta de sentimentalismo, destruiu aquilo que eles mal puderam construir...
Bú?você não me conhece.
- Estamos de costas, bem.
E ela compreensiva, responde em meio em alfa:
- Tudo bem, nos gostamos mesmo assim.
Ele concorda, mas mesmo assim a abraça e assim eles dormem por mais algumas poucas horas.
Mal sabia ela, que, de fato, deveria realmente aproveitar essa comprovação física e lógica de carinho. Logo eles se encontraram e ela mesma no ápice da sua pouca compreensão lógica e falta de sentimentalismo, destruiu aquilo que eles mal puderam construir...
Bú?
Caixa de bombons
"E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...E por amor
Serei... Serás...Seremos..."
Não quero alguém que me complete. A metade de mim sou eu inteiro, sou e existo independente de outro ser humano. O irônico é que justamente essa percepção, que torna interessante estar com outro ser humano. Não se procura uma metade, vive-se com um inteiro. Fomos destruídos e refeitos, esquecidos e transformados, recomeçamos de um impacto. Cada um de nós é a totalidade de momentos que tivemos, pessoas que conhecemos e é isso que forma a nossa história, como nossas músicas favoritas que tocamos em nossa mente várias vezes; são momentos de impactos que nos refazem, que definem quem somos - em diversos momentos ao longo da nossa vida.
Deparei-me comigo inteira, porém fragmentada após uma sequencia desses impactos da vida; encontrei contigo fragmentado, porém inteiro pois nos refazemos cotidianamente principalmente quando estamos recomeçando pós-impacto.
Não procurei em mim o pedaço que faltava em você, não vi ausência de nota na sua melodia; você não buscou em mim o que te faltava, não encontrou notas que excedessem minha partitura.
Nos encontramos desfeitos em nossa completa harmonia, contraditória.
Foi assim que nos vimos, foi assim que demos as mãos preenchendo os vão que existem entre um dedo e outro, mas que não se encontram na totalidade da alma.
Foi o impacto da caixa de bombo que me reformulou mais asmática, é preciso suspirar constantemente ao seu lado para encher os pulmões. Foi ao te dar a mão sem entrelaçar o dedo que vi: não precisamos de pontos de contato que se encaixam para nos encontrarmos com perfeição.
Bú?Foi completo que te encontrei, é completa que me despeço.
Não procurei em mim o pedaço que faltava em você, não vi ausência de nota na sua melodia; você não buscou em mim o que te faltava, não encontrou notas que excedessem minha partitura.
Nos encontramos desfeitos em nossa completa harmonia, contraditória.
Foi assim que nos vimos, foi assim que demos as mãos preenchendo os vão que existem entre um dedo e outro, mas que não se encontram na totalidade da alma.
Foi o impacto da caixa de bombo que me reformulou mais asmática, é preciso suspirar constantemente ao seu lado para encher os pulmões. Foi ao te dar a mão sem entrelaçar o dedo que vi: não precisamos de pontos de contato que se encaixam para nos encontrarmos com perfeição.
Bú?Foi completo que te encontrei, é completa que me despeço.
sábado, 6 de abril de 2013
Só 'tchau' não basta
E então, na hora de me despedir eu não sabia como agir.
Perguntei, de forma retórica, como dizer tchau.
E me responderam: Diga apenas 'tchau'
E foi assim que eu fiz, disse 'tchau', beijei e abracei, falei que o amava e fui embora.
Bú? A morte é só a morte, dolorosa e infinita, não há nada de romântico e poético nisso.
Perguntei, de forma retórica, como dizer tchau.
E me responderam: Diga apenas 'tchau'
E foi assim que eu fiz, disse 'tchau', beijei e abracei, falei que o amava e fui embora.
Bú? A morte é só a morte, dolorosa e infinita, não há nada de romântico e poético nisso.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Só me resta a violência do meu pensamento.
"Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes."
Shakespeare
Bú? Felizes são os que não sentem.
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