Exite alguma coisa profunda e eterna em todos os seres humanos. Alguns se deparam com ela ao longo da sua existência. E então, insistem, persistem naquilo que os transformarão em um brilho eterno, de um corpo que logo terá a eterna cintilância do não se lembrar, do não mais ver, do não mais agir/falar, do não mais viver.
Minha vó, em sua etérea luta por fazer seu brilho resplandecer na Terra, tornou-se professora e transformou a vida de jovens e adultos da pequena cidade que habitava.
Hoje no céu, minha vó brilha incessavelmente na Terra. Ontem na Terra, ela sempre manteve-se como uma centelha celeste.
Agradeço, verdadeiramente, ao prefeito da cidade por reconhecer esse fato e dar o nome da nova escola a minha vó. E agradeço, sempre em orações, por ter tido a avó que tive; uma cidadã, acima de qualquer dúvida, que fez da sua vida um grande ato de existência social através da educação. Fazendo por merecer não só essa grandiosa e significativa homenagem, mas, também, as significativas homenagens cotidianas, que se dão pelas ótimas lembranças que todos da família e da cidade temos - e que por vezes se transbordam do coração e da memória, transformando-se em lágrimas misturadas com sorrisos.