Suicide Girl and The Ghost - Para todos aqueles que pararam de acreditar na imensidão do amor:

Parei de caminhar pela marquise, com medo da chuva. Me deixei atingir por raios. É intensa, a vida de quem corre na chuva, sem desviar das poças d'água. É imprevisível, a vida de quem caminha sem medo de escorregar, de olhos fixos no horizonte, desatento às pedras no chão. E entre "não faça isso" e "faça aquilo", a gente passa a caminhar por estradas cada vez mais estreitas, quase claustrofóbicas. São tantas as lições que a vida nos dá, que, por vezes, vemos nosso mundo se restringir a minúsculos cubículos cercados por instransponíveis muralhas. Assim a gente pára de caminhar, e passamos a viver em um eterno ciclo repetitivo. E é quando essa situação se transforma numa chaga insuportável, a gente apalpa as próprias costas e descobre que somos dotados de asas. Lá de cima, a gente pode acompanhar todos os caminhos que deixamos de percorrer, por medo de colecionar novas - e mais doloridas - cicatrizes. Tomados pelo arrependimento, descobrimos que nossa estrada não é de duas mãos.

Eu já tentei, eu já quis desistir; mas quando chega a noite eu não posso dormir, pois quando fecho os olhos nenhuma luz se apaga.
Verdade... Quem é capaz de conviver com ela?
Vontade... De um dia jogar tudo para o ar. E viver sabendo que não há nada depois; viver sem esperar por quem nunca existiu.
Salvation under my breath, just breathe

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Abra os olhos

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domingo, 20 de novembro de 2011

Percebi que era um adeus, quando entreguei um metódico rabisco...

Eu não sei o que aconteceu.

Tudo que lembro é: A partir de um momento o que havia de belo nela, eu não conseguia mais enxergar. E então meu sentimento simplesmente deixou de existir.
Em algum momento em nossas 'conversas' ela parou de me ouvir e por isso eu parei de dizer, foi então que notei: já não sinto mais coisa alguma.
Não houve grito e nem choro, apensa um silêncio que a principio tive vontade de preencher e no final decidi aumentar com a distância que amordaça o peito de quem perde um amor e tira as algemas da alma de quem alcança a liberdade.
Bú? Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo.