terça-feira, 26 de junho de 2012
E eu digo o necessário, somente o necessário - Já diria Aristóteles
[...]
aceito
até os silêncios
que me forem dados
expressar
com a transparência das deixas
nem tanto o que
represento
mas sim o que representa
a minha presença
nesse
palco
(Luci Collin)
quinta-feira, 21 de junho de 2012
O retrovisor deveria retratar o que deixamos para trás.
Você fecha a porta e liga o motor, eu abro a janela levanto minha mão e dou adeus...Eu quase consigo ouvir você pensar, como esses dias puderam passar tão rápido. Você chegou a tempo de me ver te esperar.
Ao entrar em casa, então, tire os sapatos você veio de um lugar distante, andou todos esses longínquos quilômetros e agora está no lugar certo. Eu não quero nenhuma marca do ontem, nessa redoma que pode enfim celebrar o agora.
Essa é nossa festa, eu estou enfim sorrindo e posso cantar o seu nome, é uma canção de ninar que fiz enquanto esperava você chegar. Então durma.
E os pesadelos e os monstros, e seus maiores medos, a minha mais triste lembrança de você (te ver partir) vão desaparecer ao longo do tempo; você não será encontrado aqui, na nossa redoma.
Durma, ninguém há de te acordar, e amanhã você ainda estará aqui, NÃO IMPORTA ONDE OS TEUS SONHOS TE LEVEM.
Agora você percebe? Todas as quedas e vôos, todas as noites sem dormir, todos os sorrisos e suspiros, tudo trouxe você até aqui, tudo trouxe você para casa.
Abaixe essa mala, essa arma, a luta acabou você não precisa mais disso.
Este teto é um cobertor, que te mantém aquecido dentro do silêncio, depois da tempestade.
Você entende? Esta chuva sem fim; esta luta, sem sentido; esta despedida, tão fugaz. Agora tudo faz sentido, isso lhe trouxe até aqui, isso só te trouxe até aqui.Tudo isso lhe pôs, outra vez, dentro de casa.
Bú? Julho.
Ao entrar em casa, então, tire os sapatos você veio de um lugar distante, andou todos esses longínquos quilômetros e agora está no lugar certo. Eu não quero nenhuma marca do ontem, nessa redoma que pode enfim celebrar o agora.
Essa é nossa festa, eu estou enfim sorrindo e posso cantar o seu nome, é uma canção de ninar que fiz enquanto esperava você chegar. Então durma.
E os pesadelos e os monstros, e seus maiores medos, a minha mais triste lembrança de você (te ver partir) vão desaparecer ao longo do tempo; você não será encontrado aqui, na nossa redoma.
Durma, ninguém há de te acordar, e amanhã você ainda estará aqui, NÃO IMPORTA ONDE OS TEUS SONHOS TE LEVEM.
Agora você percebe? Todas as quedas e vôos, todas as noites sem dormir, todos os sorrisos e suspiros, tudo trouxe você até aqui, tudo trouxe você para casa.
Abaixe essa mala, essa arma, a luta acabou você não precisa mais disso.
Este teto é um cobertor, que te mantém aquecido dentro do silêncio, depois da tempestade.
Você entende? Esta chuva sem fim; esta luta, sem sentido; esta despedida, tão fugaz. Agora tudo faz sentido, isso lhe trouxe até aqui, isso só te trouxe até aqui.Tudo isso lhe pôs, outra vez, dentro de casa.
Bú? Julho.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Fim do 1º semestre
Sobre a ansiedade do fim de verão:
Nesses tempos tenho visto as nuvens da chuva sobre a cidade, eu enxergo com clareza o cinza afugentando as cores. E a saudade das diferentes nuances de cores atacando os cidadãos, os fizeram fugir munidos de guardas-chuvas.
O instinto que me instigava a me limpar da multicor demasiada saturada de matiz intensa, foi o mesmo que me segurou para analisar a transição dos tons, do brilho, ele dizia:
Segure-se, não vai demorar muito.
As cores vão retornar aos seus donos, e os cidadãos hão de emergir de suas capas.
Vejo o medo assumir; e os corações endurecidos com a proximidade do temer, batem com dor e por isso odeiam amar.
E então o desejo infantil de afagar um gatinho, ou ter um jantar romântico me impulsionavam a ter um amante; mas, ao mesmo tempo esse desejo infantil de fugir e me esconder entre as minhas muralhas feitas de coberta e travesseiro, fizeram-me observar, aqueles desejos antagônicos dialogavam com a minha consciência dizendo:
Segure-se, não vai demorar muito.
Todos irão ver, o amor e os amantes surgirem do silêncio e, das capas de chuvas há de emergir casais.
Bú?! Podemos mudar de roupa, de época do ano, de estação, de companhia, só não podemos sair desta pele que delineia a nossa alma a realidade física que vivemos, nossa casa é onde o nosso coração está.
Nesses tempos tenho visto as nuvens da chuva sobre a cidade, eu enxergo com clareza o cinza afugentando as cores. E a saudade das diferentes nuances de cores atacando os cidadãos, os fizeram fugir munidos de guardas-chuvas.
O instinto que me instigava a me limpar da multicor demasiada saturada de matiz intensa, foi o mesmo que me segurou para analisar a transição dos tons, do brilho, ele dizia:
Segure-se, não vai demorar muito.
As cores vão retornar aos seus donos, e os cidadãos hão de emergir de suas capas.
Vejo o medo assumir; e os corações endurecidos com a proximidade do temer, batem com dor e por isso odeiam amar.
E então o desejo infantil de afagar um gatinho, ou ter um jantar romântico me impulsionavam a ter um amante; mas, ao mesmo tempo esse desejo infantil de fugir e me esconder entre as minhas muralhas feitas de coberta e travesseiro, fizeram-me observar, aqueles desejos antagônicos dialogavam com a minha consciência dizendo:
Segure-se, não vai demorar muito.
Todos irão ver, o amor e os amantes surgirem do silêncio e, das capas de chuvas há de emergir casais.
Bú?! Podemos mudar de roupa, de época do ano, de estação, de companhia, só não podemos sair desta pele que delineia a nossa alma a realidade física que vivemos, nossa casa é onde o nosso coração está.
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