Você fecha a porta e liga o motor, eu abro a janela levanto minha mão e dou adeus...Eu quase consigo ouvir você pensar, como esses dias puderam passar tão rápido. Você chegou a tempo de me ver te esperar.
Ao entrar em casa, então, tire os sapatos você veio de um lugar distante, andou todos esses longínquos quilômetros e agora está no lugar certo. Eu não quero nenhuma marca do ontem, nessa redoma que pode enfim celebrar o agora.
Essa é nossa festa, eu estou enfim sorrindo e posso cantar o seu nome, é uma canção de ninar que fiz enquanto esperava você chegar. Então durma.
E os pesadelos e os monstros, e seus maiores medos, a minha mais triste lembrança de você (te ver partir) vão desaparecer ao longo do tempo; você não será encontrado aqui, na nossa redoma.
Durma, ninguém há de te acordar, e amanhã você ainda estará aqui, NÃO IMPORTA ONDE OS TEUS SONHOS TE LEVEM.
Agora você percebe? Todas as quedas e vôos, todas as noites sem dormir, todos os sorrisos e suspiros, tudo trouxe você até aqui, tudo trouxe você para casa.
Abaixe essa mala, essa arma, a luta acabou você não precisa mais disso.
Este teto é um cobertor, que te mantém aquecido dentro do silêncio, depois da tempestade.
Você entende? Esta chuva sem fim; esta luta, sem sentido; esta despedida, tão fugaz. Agora tudo faz sentido, isso lhe trouxe até aqui, isso só te trouxe até aqui.Tudo isso lhe pôs, outra vez, dentro de casa.
Bú? Julho.