Até que me esgote a voz


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A luz deu a escuridão

Parto, parto-me.
Temo o tempo, que ele se prolongue na espera por um acontecimento que se esqueceu/reverteu. Temo que o tempo tenha virado biologia sincronizada com a minha falta de cronologia. Temo que a vida tenha desfeito o sangue em água.
Meu corpo é como um aquário sem água, e essa água que tenta despejar sobre mim tem que ser como um liquido sem margem para se acomodar. Evapora e vire ar, que me inspire dúvidas mas que jamais seja uma certeza que me pese os ombros, que da qual eu sou o algoz.
Não caia gota risonha da infertilidade, seque terreno choroso da fertilidade.

Bú? O que fez a mocinha, estragou todos os planos. Foi assim, foi o fim. Foi então, que quebrou o que tinha, Lua cheia sobre os campos avisando que era o fim.  (Murmurando vem, entre nós)