Eu – ingenuamente – negava até o fim que pudessem acontecer... As piores verdades são aquelas que parecem mentira. Me corrói as entranhas cogitar a hipótese de que talvez jamais tenhamos, de fato, chance de falar o que realmente sentimos.As poucas coisas que não falamos, são as poucas que devem ser ditas. Simplesmente seguramos o sorriso incompleto, dos covardes que tem medo de viver a dor do não e a força do sim.
Estamos Caindo dentro e fora do amor. Estamos sempre envergonhados e orgulhosos demais.
O que precisamos dizer já está em nossos corações, calá-lo é impedir que ele bata. Estamos morrendo a cada efêmero encontro.
Bú? Grafando sobre a Terra, perdida, dos teus olhos.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Pra mim, infelizmente, nunca há fim.
Eu realmente me desgastei muito, tentando realizar sonhos, eu me perdi entre tantos rascunhos que nunca se tornaram um bom texto. Assim como fiz com meus projetos de vida que, com o tempo vertiginoso, apenas ganhavam reticências; fiz diversos rascunhos, comecei muitas vezes sem dar continuidade a nenhuma das minhas tentativas frustradas.
Os relógios ultimamente só me mostram o tempo perdido escrevendo fórmulas falsas de felicidade, texto vazios de vida e repleto de palavras sem significado algum. Tenho escrito sempre de forma egocentrica, hesitando muito em expor detalhes que furtem espaço do “eu”. Escrevendo para quem lê, sem atentar, que estes textos se tratam apenas de mim mesmo quando o sujeito é você.
Já não tenho tanta intimidade com as palavras, é como se eu as pegasse de maneira fraternal para afagá-las, mas, elas me escapam entre os dedos.
Atualmente não tenho o dom de passear pelas frases aleatoriamente, simplesmente tento desprender-me delas como quem transborda da alma toda a tola pieguice amorosa, e assim afugento de uma gaiola uma gaivota que voa sem cessar, que “corre” sem se cansar.
Agarro com força a caneta sempre, que me amarram a alma, acorrentam meu coração. Para que ela chore e grite por mim através de sua tinta. Em folhas envelhecidas pelo tempo, amassadas pelo meu ódio ao passado e amareladas pelo meu descuido com as memórias.
Eu escrevo em papeis que sentirão toda a minha dor e angústia, ao serem tocado brutalmente, pela caneta, em suas folhas velhas, amassadas e amareladas. Aos poucos vou transformando reticências em palavras, decompondo minhas sentimentaloides lembranças em uma estrutura POBRE literária.
...
Bú? e sem completar mais um texto, termino sem que haja conclusão.
Os relógios ultimamente só me mostram o tempo perdido escrevendo fórmulas falsas de felicidade, texto vazios de vida e repleto de palavras sem significado algum. Tenho escrito sempre de forma egocentrica, hesitando muito em expor detalhes que furtem espaço do “eu”. Escrevendo para quem lê, sem atentar, que estes textos se tratam apenas de mim mesmo quando o sujeito é você.
Já não tenho tanta intimidade com as palavras, é como se eu as pegasse de maneira fraternal para afagá-las, mas, elas me escapam entre os dedos.
Atualmente não tenho o dom de passear pelas frases aleatoriamente, simplesmente tento desprender-me delas como quem transborda da alma toda a tola pieguice amorosa, e assim afugento de uma gaiola uma gaivota que voa sem cessar, que “corre” sem se cansar.
Agarro com força a caneta sempre, que me amarram a alma, acorrentam meu coração. Para que ela chore e grite por mim através de sua tinta. Em folhas envelhecidas pelo tempo, amassadas pelo meu ódio ao passado e amareladas pelo meu descuido com as memórias.
Eu escrevo em papeis que sentirão toda a minha dor e angústia, ao serem tocado brutalmente, pela caneta, em suas folhas velhas, amassadas e amareladas. Aos poucos vou transformando reticências em palavras, decompondo minhas sentimentaloides lembranças em uma estrutura POBRE literária.
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Bú? e sem completar mais um texto, termino sem que haja conclusão.
Livre para andar sem rumo, fiz um lar de todos os lugares onde estive
Onde você vai quando está triste?
Onde você vai quando está sozinho?
Eu sempre tive que contar com a minha própria força, eu nunca tive alguém pra me defender. Sempre foi o meu punho contra os outros 6bilhões.
Dentro de mim só há um coração quebrado que ainda bate, procurando na dor uma cura. Eu espero em uma estrela cadente o direito de fazer um pedido...eu espero em uma estrela caindo a salvação.
Na tristeza eu procuro a alegria, eu vou em busca de estrelas cadentes para me realizar.
Na solidão eu busco eu busco a companhia da força , eu vou a procura de ambições saudáveis para abraçar.
Bú? Jamais siga os meus passos, ou você vai ver que eu estou tão perdido quanto você.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Sou igualzinha aquela que você aprendeu a amar...
Encontrei-me. Deparei-me novamente comigo mesma, aquela com a gargalhada solta.
Transitamos por personagens reais tentando decidir qual queremos realmente ser e a verdade é que corremos o risco de não descobrir. O autoconhecimento leva tempo e nunca vem seguido de ponto final, a gente se redescobre o tempo todo.
Eu achava que te conhecia, mas é mais fácil ver o que queremos do que buscar pela verdade.
Você pensa que me conhece, mas não. Você não sabe do que eu sou capaz.
Eu sei o que é almejar por algo mais, é por isso que estou sempre fugindo. Posso nem sempre saber o que eu estou fazendo, mas sempre procuro fazer o meu melhor e tornar as coisas melhores.
Prometo, que se você acreditar em mim, farei o possível para tornar os nossos sonhos em realidade.
Guardei o meu melhor trancafiado em algum lugar no meu peito, tão bem guardado que cheguei a pensar que o tivesse perdido.
Bú?
Transitamos por personagens reais tentando decidir qual queremos realmente ser e a verdade é que corremos o risco de não descobrir. O autoconhecimento leva tempo e nunca vem seguido de ponto final, a gente se redescobre o tempo todo.
Eu achava que te conhecia, mas é mais fácil ver o que queremos do que buscar pela verdade.
Você pensa que me conhece, mas não. Você não sabe do que eu sou capaz.
Eu sei o que é almejar por algo mais, é por isso que estou sempre fugindo. Posso nem sempre saber o que eu estou fazendo, mas sempre procuro fazer o meu melhor e tornar as coisas melhores.
Prometo, que se você acreditar em mim, farei o possível para tornar os nossos sonhos em realidade.
Guardei o meu melhor trancafiado em algum lugar no meu peito, tão bem guardado que cheguei a pensar que o tivesse perdido.
Bú?
sábado, 21 de maio de 2011
asteriscos apagados.
Não é do tipo de coisa que tu encontras no chão. É ela que te encontra, e quase sempre é quando tu estás no fundo do poço, procurando um buraco ainda mais escuro e longínquo pra ecoar teus gritos.
Também não é do tipo de coisa que tu podes procurar até encontrar. Normalmente é ela que te encontra quando já estavas cansado de tanto procurar. São muitos cantos, muitos corredores e a gente passa a nossa vida perdido em largas avenidas. Pode-se dizer, também, que não é do tipo de coisa imprescindível na vida. No entanto, quando a gente encontra, ficamos perguntanto a nós mesmos como é que conseguimos viver tanto tempo sem. Não é do tipo de coisa perfeita, longe disso, mas tu vais encontrar sublime beleza nos seus mais profundos defeitos. E ela vai perceber todos os teus assim que cruzar o olhar contigo.
Bú?
Também não é do tipo de coisa que tu podes procurar até encontrar. Normalmente é ela que te encontra quando já estavas cansado de tanto procurar. São muitos cantos, muitos corredores e a gente passa a nossa vida perdido em largas avenidas. Pode-se dizer, também, que não é do tipo de coisa imprescindível na vida. No entanto, quando a gente encontra, ficamos perguntanto a nós mesmos como é que conseguimos viver tanto tempo sem. Não é do tipo de coisa perfeita, longe disso, mas tu vais encontrar sublime beleza nos seus mais profundos defeitos. E ela vai perceber todos os teus assim que cruzar o olhar contigo.
Bú?
* feito de asteriscos *
A Onipresença da Tua Falta.
Não sei se é todo esse tempo que passou, ou o pouco tempo que ainda falta passar.
Não sei se é o pouco que já se viveu, ou tudo que ainda nos resta viver.
Não sei se é o pouco se eu sei sobre você, ou o muito que ainda tenho pra descobrir.
Eu não sei de muitas coisas, mas poucas vezes tive tanta certeza de algumas.
Eu preciso da tua presença para, pela primeira vez, sentir genuína saudade.
Não sei se é o pouco que já se viveu, ou tudo que ainda nos resta viver.
Não sei se é o pouco se eu sei sobre você, ou o muito que ainda tenho pra descobrir.
Eu não sei de muitas coisas, mas poucas vezes tive tanta certeza de algumas.
Eu preciso da tua presença para, pela primeira vez, sentir genuína saudade.
Eu preciso de você aqui, pra nunca mais te querer em outro lugar.
Bú? Paulo Leminski.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Não é sobre viagem.
A: Eu não sei o que dizer...
B: Não precisa dizer nada, apenas abra a porta e saia, simples assim, até porque você já está atrasado.
A: Não é tão fácil assim, não é apenas uma maçaneta girando, não é só uma porta abrindo. É na verdade uma porta fechando e uma chave trancando a porta pela qual eu me retiro...eu realmente não sei o que dizer, o que e como fazer...
B: Meu filho você não está se mudando ou indo viajar pra Conchinchina, você só está saindo pro seu primeiro dia de aula, em uma escola nova, precisa de tanto drama?
A: Saco, tchau mãe, devia ter dito que estou doente...
Bú? Era para ser engraçado...
B: Não precisa dizer nada, apenas abra a porta e saia, simples assim, até porque você já está atrasado.
A: Não é tão fácil assim, não é apenas uma maçaneta girando, não é só uma porta abrindo. É na verdade uma porta fechando e uma chave trancando a porta pela qual eu me retiro...eu realmente não sei o que dizer, o que e como fazer...
B: Meu filho você não está se mudando ou indo viajar pra Conchinchina, você só está saindo pro seu primeiro dia de aula, em uma escola nova, precisa de tanto drama?
A: Saco, tchau mãe, devia ter dito que estou doente...
Bú? Era para ser engraçado...
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