Foram-se embora os dias bons, e eles passaram por mim, como apenas mais uma folha em meu diário. E eu ainda estou aqui escrevendo, como uma nostálgica sonhadora; memórias me perseguem como uma sombra, e ainda estou sonhando de maneira obcecada pois a realidade acorrentaria minhas mão e deixaria minha mente amordaçada. Eu não sobreviveria a febre de desacreditar.
É fácil ouvir eu fingindo rir, eu estou sempre maquiada quando vou sorrir, mas não posso me dar ao luxo de viver sem ilusões. Não é difícil ver que vivo em um teatro vazio, mas é que eu preciso de aplausos, mesmo que eles sejam apenas o eco do meu ego.
Eu me mantenho apaixonada pelo que vejo ao espelho, mesmo sabendo que não sou eu, mesmo sabendo que eu sou o reflexo de alguém sem identidade.
Eu sinto muito, fingir tentar e me impor crer que não consigo me concentrar na minha autenticidade. Eu vejo minhas megalomanias mas elas só ultrapassam a barreira da minha imaginação quando você mostrar presumir ser possível torná-las factíveis, há logro de ambas as partes portanto. Entretanto eu, em minha vez, sou mentecapta, como você insiste em julgar; e você, por sua vez, é inepto como você insiste em omitir.
Bú?