Ás vezes vejo-me como uma desajeitada construtora de castelos feito de sonhos. Estou a todo momento erguendo castelos, por vezes vários ao mesmo tempo, em outras vezes, meras aglomerações de entulhos de promessas com nenhuma pretensão arquitetônica. Na pressa da minha construção, deixo de perceber que de nada servem lindos palacetes se eles só têm lugar pra mim. Contruo torres altíssimas e esqueço de pôr janelas. Ergo quartos sem porta, túneis sem saída. Mas pra quê? Talvez, porque, seja de fato mais seguro assim. Confiança é uma mentira.
Bú? Talvez seja, de fato, melhor assim.
Bú? Talvez seja, de fato, melhor assim.