Até que me esgote a voz


domingo, 4 de abril de 2010

Do lado de dentro, da GUERRA

As mãos cansadas de lutar, de apertar gatilhos contra si mesmas; os pés calejados de tanto andar sob pedras e pregos; o corpo debilitado pela batalha interminável.
A boca e a língua, feridas pelas injurias proferidas; os olhos vermelhos e impossibilitados de ver, por tanto chorar.
Mente desvairada, cabeça degringolada, a demência dominadora, a razão perdida e a loucura torna-se companheira no labor.
Você tenta fugir, acaba entrando em um labirinto; você tenta sair, mas caí em um poço, que não há onde se segurar, se apoiar e não tem fundo, não tem fim;
Você quer parar, mas acelera. Ao seu redor apenas almas, perdidas na escuridão de seus erros, clamando por compaixão, a um tom agudo de desespero você abre os olhos e vê, que sonhos podem se tornar pesadelos quando transformam-se em realidade.


Bú? Você ainda está no aconchego das grandes, da cadeia que é o seu lar. - "Os assassinos estão livres, nós não estamos."