Até que me esgote a voz


terça-feira, 28 de setembro de 2010

http://suicidegirlandtheghost.blogspot.com/2010/05/talvez-em-jupiter_23.html

Texto instiga dúvidas. Não só sobre relação, como os relacionamentos em geral. Por isto, ao invés de transcrever sobre romance, colocarei em questão as dúvidas que palpitam quando os lemos.
Em suma, questioná-lo-ei!


Será que o problema são as faltas; ou a exigente, incessante e cansativa presença?
Será que o erro da vida em par, em conjunto, está em querer viver abraçado, sem necessariamente estar junto? 
Talvez por isto o fim ou inicio ocorra de forma a nos fazer lembrar de modo surreal - o romance obsessivo na questão física sem se importar de fato com questões sentimentais.
Talvez seja por isto que ainda escrevamos sobre romances, para que não nos esqueçamos de algo belo porém vázio que vivemos, ou gostaríamos de ter vivido (e sabemos não ser cabível/possível). 

Talvez o problema em casal, seja o excesso ["Desmedido, compulsivo e insensato.(...)"], a paixão confundida com o amor. Talvez seja isto que nos faz escrever. Porque o excesso é proibido, inseguro, é paradoxal, amedrontador e delicioso! [(...)Tá que amar desmedido é uma delícia(...)].
Queremos a gostosíssima mentira, ilusão, que nos faz ficar na ponta dos pé de angustia e que o amor físico nos gera (se é que podemos chamá-lo de amor, ainda que especifiquemos que é físico). É aquela dor'zinha' que gostamos de sentir, queremos poder gerar nos outros.
Escrevemos para sentir, para não esquecer, para fazer com que os outros queiram o mesmo que nós e assim enfim possamos encontrar um equivalente. E é deste mesmo modo que nos questionamos sobre a veracidade do sentimento em alguns textos, porque não há total equivalência neste 'amor'...
Normalmente escrevemos no começo e no fim de um relacionamento, pois é incerto e explosivo é sensorial, está a flor da pele, é portanto físico.

Enfim, acho que é isto.
http://suicidegirlandtheghost.blogspot.com/2010/04/apenas-verdade.html
Bú? É amor demais.

sábado, 25 de setembro de 2010

Morreu Policarpo Quaresma

Adquirimos em 1822, através da independência, a força da liberdade, e em 1985, por intermédio da democracia, o poder da opção.
Somos livres e podemos opinar, optar sobre o nosso futuro; somos jovens e a rebeldia é com certeza um dos hormônios que constituem o nosso corpo. Podemos não ter feito parte de algumas batalhas, vencidas com glória no passado, mas não podemos criar o futuro apenas com aplausos de atitudes longínquas.
Não podemos retroceder ao início e modificá-lo, mas podemos criar, a partir de agora, um amanhã mais belo e digno.

Bú? Viva a Independência do Brasil.

O temos para hoje Sr. Destino?

Às vezes a calma das coisas está além do que você tem que ouvir, está no que você tem que dizer, e é assim que se inicia o caos. A gente nunca sabe a hora certa, nem a palavra certa.

Bú? O frio toma conta, chegou o Inverno.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Live in skin

Em um relacionamento, ninguém é vilão ou vítima, as coisas acontecem tanto pro inicio quanto pro fim; e a maioria das vezes, ambos - inicio e fim - são inevitáveis.
Não deixe as pessoas tentarem te torturar porque acham que te conhecem, você se conhece e você sabe a sua verdade, não perca o seu tempo com a suposição dos outros.

Bú? Fotografia Imaginária

Futebol, Folia e Problemas

Somos a pátria mãe do futebol, o orgulho de ser brasileiro está na satisfação de torcer para uma seleção vencedora. Hoje somos brasileiros, hoje é Copa do Mundo; hoje somos patriotas, o Brasil é campeão. Somos o país do samba, do carnaval, da folia, da bola no gol, dos melhores jogadores do mundo, da nação mais festiva do globo. Mas não somos só isto.
Ao adentrar no Brasil, os portugueses encontraram um paraíso de belezas naturais, como minérios, matas rios e também um povo belo e forte ainda que ingênuo. viram que nossas terras tinham um poder de ascensão enorme, e estavam certos.
Hoje, já há tempos independentes, somos um país emergente, de força política e econômica que atravessam o oceano e potencial que desafia os países desenvolvidos, e podemos evidenciar isto com o fato de o Brasil ser a futura sede das Olimpíadas e Copa do Mundo; o criador e único a utilizar a votação eletrônica, descobrir e aproveitar-se do petróleo encontrado no pré-sal.
Há tantos motivos, além de festas e futebol, para orgulharmos do nosso país, mas há também uma razão para nos envergonharmos de nosso povo, somos alienados. Estão destruindo nossas reservas naturais e estamos sorrindo, enganando nossas crianças e estamos apoiando, zombando de nossa inteligência e permitimos, estão acabando com a nossa esperança mas estamos contentes porque o Brasil ainda é o único penta-campeão!
E que venham as eleições, e que vença o mais hipócrita, o melhor ator, o mais indigno; que venha enfim, mais quatro anos de tempo perdido com mentiras assassinas, através de mais corrupções. Que venha mais jogos de futebol, para tampar sol ardente e escaldante que é a justiça fajuta do Brasil, com a peneira que é o entretenimento ignorante do Brasil. Viva o pão e circo do século XXI.
Bú? 03 de outubro.

Querer saber o real sentido da vida é desejar demais.

O homem, ainda que único, é composto pelos mais variados aspectos. Somos formados pelo que adquirimos ao longo da vida e pelo DNA que, possuímos muitos antes do direito a opção; somos, portanto, múltiplos em medos e desejos, vícios e virtudes, justiça e covardia. E a multiplicidade de cada um traz a diversificação do sentido da vida; pois, a cada um uma hipotética razão e a todos uma grande dúvida.
A cada ser uma crença para a existência humana e, mesmo que em grupo tenha em comum esta credulidade, ainda haverá diversos aspectos diferentes neste mesmo grupo. Podemos evidenciar isto com um exemplo tanto complexo: há quem acredite na vida eterna mas tem medo da morte.
Em cada crença ou ponto de vista haverá uma explicação, normalmente incompleta e sem bases concretas, para a vida e um 'manual' de como vivê-la, religiosamente: para os muçulmanos pode ser o Alcorão, aos católicos a Bíblia, e para os espíritas o Evangelho Segundo Allan Kardec, por exemplo.
Por mais, entretanto, que este "manual" nos auxilie na caminhada, ele não pode substituir-nos nela; ainda que nos ajude muito, por diversas vezes ele não será o suficiente, muitas vezes haverá questionamentos sobre suas conclusões e veracidade e talvez isto explique e exemplifique o porque que tantas pessoas mudam de religião.
Não há, enfim, resposta ou explicação de fato satisfatória para o real sentido da vida, talvez a realidade seja que não exista um sentido, afinal, é bastante econômico pensar/querer que um ser tão vasto e complexo como o homem precise de apenas uma razão, um motivo para estar vivo e viver.
É difícil definir com propriedade o por quê da existência humana. O que é e para que serve são recorrentes e palpitantes no ser.
Muitas vezes míopes por nebulosas questões existênciais que pairam a nossa frente, não conseguimos ver que mais importante, que uma alegórica definição conclusiva sobre a vida de é vivê-la. Portanto, pouco importa o sentido, o importante é dar razão a sua vida através do cotidiano e fazer existir uma razão na existência de seu semelhante através das suas atitudes.
Bú? É IMPOSSIVEL TIRAR DEZ, FATO.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Olha só, eu sempre vou embora só.

A menina verde dizia:
- People Always Leave.
Mas ao ouvir isto, as pessoas não entendiam que ela estava falando sobre si.
Ela sempre ia embora e enfim 
ela se foi.
Mas instantes antes de partir  houve uma despedida interminável entre o belo moço arco-íris e a passageira garota verde. Foi um adeus sem fim, um tchau pra sempre.
Ele ligou seu carro preto e foi, deixando-a no portão de casa, ela olhou ele ir junto com a noite. Ele viu ela ficar junto com as lembranças de um passado recente.
O rapaz das cores murmurou baixinho, ao virar a chave de seu carro cada vez mais negro ao longo da despedida cada vez mais íntima:
- Quando você voltar, não venha me avisar....
E ela ao ver aquele carro preto, do rapaz mais colorido de sua vida, atravessar o horizonte pensou um pouco alto:
- Coisas hão de mudar....
Eles há tempo já não podiam se ouvir, mas cada respiração um pouco mais ofegante contava a ele o que ela pensava. E cada arritmia do seu coração mostrava a ela o que ele dizia. Foi uma longa conversa em silêncio.
Foi uma longa despedida entre os dois feita através da solidão.

- Quando você voltar, não venha me avisar. (ele murmurou
- Coisas hão de mudar. (ela pensou alto
- E você não vai estar aqui (ele respirando cada vez mais ofegante.
Ela que era bem verde, ficou um pouco opaca. Já não queria mais pensar sobre partir e se despedir.
Mas ele insistiu em seus dizeres baixos:
- Eu hei de ser feliz, como fui e como sou.
Ela ficou um pouco nervosa, esverdiou outra vez e então contou-lhe mais um segredo:
- Foi o que eu pedi àquela estrela, que você fosse muito feliz.
Sentindo-se envergonhado, ele tentou se justificar dizendo:
- Não dá pra encontrar conforto em outro lugar, que não seja aqui.
Ela enfim não tinha mais o que pensar, sabia que deveria partir mas concordava que ele não deveria nem podeira segui-la.

Enfim ela se foi, ela sempre vai embora.
As mexeriqueiras rosadas da ponta e meio da cidade, abanavam o lenço pink comentando ao pé-do-ouvido:
- Que menina estranha, que menina verde, ela 'periga' nunca se encontra e nem vai perceber.
- Ela exibe a frente um coração que não divide com ninguém.
- Veja só, mais uma vez indo embora só.
- Adeuuuus....

Mais um vez ela se foi, mais uma vez ela irá voltar...mas tudo isto só.

Bú? "Adeus, alguém precisava dizer, e este alguém era eu. Mas com quem coragem, com que coração, de que jeito?"

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Bm A D/F# G

Queria poder chorar fininho igual chuva-chata, até me esvair. Evaporar.
Você já pensou, que não é todo rio,
que tem um mar pra se encontrar
 e dá pra evaporar e encontrá-lo através do ar.


Bú?
respira fundo e vai sentir o ar entrar, este é o rio...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Com Ana Verde

Ela era verde e ser verde não era fácil.
Ser verde, não é ser azul que lembra o belo céu, que nos banha com o imenso mar; também não é ser amarelo brilhante como ouro; muito menos vermelho forte como sangue, cheio de calor como a paixão.
Ser verde é ser assim meio esverdeada, como floresta, como folha. E ser verde mato que era sinônimo fim, já que a floresta já não andava tão viva assim. Enfim, era verde e teria que sobreviver com toda aquela cor...verde.
Mas ainda verde, ela tinha um rapaz bem colorido ao seu lado, este mudava de cor de acordo com a transição de segundos em anos, e ela passou muitos anos esperando para fazer parte de fato da sua vida.
Ele era um arco-íris, era cheio de cor, que iluminava... podia-se enxergar longe.
Era aquele tão sonhado arco-íris que atravessa o rio, que transforma as pessoas, que realiza os sonhos. E todos queriam atravessar aquele arco-íris, mas para isto deveria atravessar o coração dele.
E ela apesar de verde não era absolutamente diferente de todos, também queria atravessar aquela ponte colorida da fortuna. E
la esperou sete anos para conseguir força para tocá-lo e leveza para guiá-lo ao seu lado.. Mas ao vislumbrar aquele moço, notou muito mais do que sete cores que pareciam incontáveis, e ele por sua vez ao ver aquela pequenina menina viu muito mais que um simples verde...Seria até mesmo impossível nomear quantas miragens eles fitaram ao se entreolhar.
Enfim, ficaram juntos, durante festas, durante feriados, durante férias...E neste tempo ela se tornou ainda mais verde e ele mais colorido. Porém as cores já não importavam mais, pois eles descobriram que eram mais que isto, descobriram também que um abraço apertado debaixo de um cobertor bem quentinho não permitia que as cores fossem vistas e por mais que as suas cores pudessem ser vistas, durante aqueles beijos quentes, ambos estavam de olhos fechados.
O primeiro contato foi uma brincadeira. Mas foi a única maneira que encontrei para me aproximar.
Demorei anos, errante, até chegar aos seus lábios e talvez mesmo após tocá-los eu não os tenha sentido de fato, mas já foi o suficiente pra me tocar.
Eu era esta garota verde, ainda sou, entretanto isto já não importa mais...o que importa?

Bú? N