Em suma, questioná-lo-ei!
Será que o problema são as faltas; ou a exigente, incessante e cansativa presença?
Será que o erro da vida em par, em conjunto, está em querer viver abraçado, sem necessariamente estar junto?
Talvez por isto o fim ou inicio ocorra de forma a nos fazer lembrar de modo surreal - o romance obsessivo na questão física sem se importar de fato com questões sentimentais.
Talvez seja por isto que ainda escrevamos sobre romances, para que não nos esqueçamos de algo belo porém vázio que vivemos, ou gostaríamos de ter vivido (e sabemos não ser cabível/possível).
Talvez o problema em casal, seja o excesso ["Desmedido, compulsivo e insensato.(...)"], a paixão confundida com o amor. Talvez seja isto que nos faz escrever. Porque o excesso é proibido, inseguro, é paradoxal, amedrontador e delicioso! [(...)Tá que amar desmedido é uma delícia(...)].
Queremos a gostosíssima mentira, ilusão, que nos faz ficar na ponta dos pé de angustia e que o amor físico nos gera (se é que podemos chamá-lo de amor, ainda que especifiquemos que é físico). É aquela dor'zinha' que gostamos de sentir, queremos poder gerar nos outros.
Escrevemos para sentir, para não esquecer, para fazer com que os outros queiram o mesmo que nós e assim enfim possamos encontrar um equivalente. E é deste mesmo modo que nos questionamos sobre a veracidade do sentimento em alguns textos, porque não há total equivalência neste 'amor'...
Normalmente escrevemos no começo e no fim de um relacionamento, pois é incerto e explosivo é sensorial, está a flor da pele, é portanto físico.
Enfim, acho que é isto.
http://suicidegirlandtheghost.blogspot.com/2010/04/apenas-verdade.html
Bú? É amor demais.