Escrever é muito mais que mastigar pontuações, grafias e acentos, é degustar, saboreando cada momento único e divino da caneta delineando cuidadosamente a palavra, é o tesão de sentir o toque macio, molhado e aveludado da tinta preenchendo uma folha em branco.
A escrita é uma mágica poderosa que transforma quem a faz e quem a lê; é um poder capaz de inebriar o coração ou turvar a vista, embaraçar a mente ou curar as chagas, estancar a dor ou cutucar a ferida.
É preciso ter força para escrever e superar o medo da culpa ou coragem. É preciso atenção para ler e não lidar com a mentira vergonhosa ou a intimidade exposta.
Devemos ter cautela para não nos perder na linha tênue entre o que dissemos e o que gostaríamos de ter dito. Toda expressão caminha entre o sagrado e o profano, e os escritores vasculham o nimbo, o purgatório para se distraírem do óbvio, brincar com o convencional, unir o igual e o diferente e transformar o comum em autentico e o popular em seleto.
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