Até que me esgote a voz


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Tempo, tempo, mano velho.

"Só há dois momentos, em nossas vidas,
 em que não podemos fazer nada para sermos mais felizes
 ontem e amanhã" disse Dalai Lama. 
Questiono-me, entretanto, sobre a veracidade experimental , desta frase: agindo com cautela, agora não poderemos cultivar o depois que desejamos? Analisando com minúcia o que passamos ontem, não encontraremos sorrisos? Se hoje dentro de algumas horas se transformará em ontem, não podemos criar, portanto, o passado?
O desespero não permite que encherguemos resoluções para problemas gerados e mantidos por nós mesmo, a solução está na calma das atitudes, na atenção dos movimentos e no controle da situação. Somos capitães de nossas almas, senhores dos nossos destinos.
É fato que não podemos modificar o passado e nem mesmo vislumbrar com clareza todas as dores e delicias do  futuro, mas o passado ainda que errôneo e errante nos trouxe até aqui, permitindo-nos criar um presente estável e ver, ainda que em imagens nebulosas e em visão turva, um futuro farto.
Não podemos desmerecer  nossos passos já dados, as marcas deixadas na areia foram feitas por nossos pés, devemos honrá-las ou simplesmente superá-las no passo seguinte, não podemos simplesmente esquecê-las. Devemos nos lembrar que as marcas que virão dependem da força de nossos pé, não podemos menosprezar o poder de nossas pegadas.
Nossa mente é a vela e os remos, nosso corpo o barco e nossa vontade é o mar a ser navegado após atravessar as areias desta praia. Não devemos semear ventos, se não quisermos colher tempestades, permitindo que a enchente nos leve; como não devemos ficar no marasmo da espera, vivendo o ócio do ainda não.
Vamos caminhas, pois nesta praia, nem todos os perigos poderemos prever; vamos remar, pois neste mar, nem a morte pode nos abater ou até mesmo deter.

Você não sabe o quanto eu caminhei para chegar até aqui, 
percorri milhões de milhas antes de dormir,  eu nem cochilei.
(...)O
s mais belos montes escalei, nas noites escuras de frio chorei.(...)
 
A vida ensina o tempo trás o tom, para fazer  uma canção.
 (...) Com a fé no dia-a-dia encontro a solução. (...)



Bú? "A gente quer ver o horizonte distante."