Até que me esgote a voz


quarta-feira, 6 de abril de 2011

O riso habitual é insosso

Eu não sei fingir que está tudo bem quando não está. Eu não sei mentir pra mim e tentar enganar alguém que está tudo certo, quando na verdade está tudo errado.
Não consigo calar-me, enquanto minha alma grita; não consigo sorrir, enquanto minha mente chora; não consigo aproximar apenas a pele do meu corpo na sua, enquanto todo o  resto se afasta.
Eu queria ser menos exagerada e viver menos drama, mas eu também não consigo.
Eu transpiro sinceridade, e é uma pena que nem sempre isto seja tão agradável. Eu absorvo, silenciosamente, tuas palavras e atitudes, e é uma pena que nem sempre elas sejam - o que eu acredito ser - dignas e honrosas.
Eu até tento fingir, mas me entrego sempre. Meu sorriso não é habitual, meu choro não momentâneo e nem explícito, minhas sobrancelhas indignadas não são tão inconstantes. Vivo minhas emoções a flor da pele.
Mas tudo é passageiro...Eu sou passageira (n)desta nau, perdida na profundidade dos teus olhos; minhas emoções são passageiras neste carro sem freios que segue a procura de um muro.

Bú? Olhos oblíquos de ressaca.