"Quantas vezes desviei o olhar, simulei estar procurando alguém por entre você. Mexi no cabelo, mordi os lábios, tudo porque talvez não pudesse te responder o que eu realmente pensava."
Eu nunca sei o que de fato fazer. Tenho uma terrível fobia a sofrer.
Às vezes quando, em um relacionamento, nos machucamos e nosso coração se quebra em mil pedaços, mesmo após o coração se reestruturar ele ainda guarda resquícios de suas feridas passadas. Talvez isso exemplifique, o fato d'eu ter tanto medo, tentar ir com calma, nunca saber o que fazer e fazer tudo ao avesso.
Eu finjo desesperadamente e muito mal, não te querer por perto, não gostar TANTO DE VOCÊ, tento ME enganar sobre meus sentimentos, e não deixar tão claro pra você o quão você faz falta nos meus dias.
Fico olhando para a porta esperando você entrar, e quando você entra eu finjo não te ver, mas quando você está ausente eu fico o dia todo esperando por você.
Fico olhando os teus recados, e tentando garantir que você gosta de mim, tal qual eu gosto de você, eles fazem toda a diferença pra mim. Mas quando você escreve, disfarço para você não notar que os leio mil vezes.
Passo a tarde abrindo e fechando meu celular, esperando uma ligação sua, uma mensagem, mas quando estamos conversando pelo telefone, finjo querer desligar pra você não notar que passaria o dia ouvindo a sua voz.
"Já deveria ter aprendido a confiar mais na minha desconfiança, mas aí você fica martelando na minha cabeça… E a simples lembrança de vê-lo sorrindo e me tomando nos braços, compromete toda a armadura."
Bú? E pra não me entregar de uma vez a você, me obrigo a pensar: "Você fala demais, diz muitas besteiras da boca pra fora."