A ausência ocupa espaço, ocupa tempo, ocupa a cabeça, até demais. E faz com que a gente invente coisas, nos leva para tão próximo da total loucura quanto é permitido, para alguém em cujo prontuário se lê "sadio".
Fica o vazio, após o tchau. Fica o fantasma, quando o concreto se vai. Ficam as marcas de poeira ao redor dos quadros e os longos fios substituindo o ar.
Ficamos eu e você, aqui e aí. Um vazio momentâneo, uma saudade permanente, uma dor que vai e vem, alternada com uma apaixonada e obcecada psicose, que só entende quem sente.
Que ar é esse que eu respiro, que não é teu também? Que silêncio é esse, que não é cessado pela tua voz? Que espaço é esse na minha cama, junto com aqueles cobertores emaranhados? Quem sou eu, se não estou com você?
O teu olhar velado
Veio do outro lado
Visitar o meu
Bú? A que aqui escreve sou eu com saudade, e essa diz: ÀS VEZES TEMOS QUE SER MAIS FORTES DO QUE ACREDITAMOS PODER E MAIS NOBRES DO QUE GOSTARÍAMOS.