Eu quero que meu impacto nas pessoas seja sutil como a colisão de dois caminhões em sentidos opostos. A gente precisa trafegar no território desconhecido pra aprender que ele é tão previsível quanto a sala de casa. A gente faz o nosso caminho, e é normal que ele seja estreito e sinuoso, ninguém consegue andar em linha reta por muito tempo. Não sei o meu próximo passo, mas vivo meus dias e noites em função de fazer com que os meus pés toquem sempre o caminho que eu construí. Qualquer passo descuidado trará o chão para um brusco encontro com a minha face distraída. Basta que haja equilíbrio. E esse equilíbrio não se dá de olhos fechados, muito menos se olhando por onde anda. O que me protegeu de espalhar minha cabeça pelo meio-fio da calçada foi o fato de eu sempre andar no meio da rua. Tudo bem, eu já caí, de tanto olhar pro céu...mas nunca tropecei, pois quem tropeça é porque estava insistentemente procurando pedregulhos no chão, e os achou...com os pés... A dor no peito daqueles que tiveram medo é infinitamente maior que a dor de quem tentou e caiu. Depender apenas dos próprios punhos é assustador, mas a cada obstáculo transposto, a gente aprende que – sempre – pode mais.
Digo isso porque há muito tempo conclui que não existe nada mais valioso do que um objetivo em mente. Um sonho, por que não?
O sonho nada mais é do que uma realidade que pode assumir qualquer tamanho e forma que a gente conseguir imaginar. Não fomos dotados da capacidade de sonhar por acaso. Use esta capacidade. Sejamos maiores. Tenhamos CORAGEM. Esta é uma luta em que ninguém vai entrar no ringue pela gente. NINGUÉM.
Eu me encontro frente a uma antiga muralha que há anos se coloca em meu caminho. Paredes escorregadias de limo que não se deixam ser escaladas. Obstáculo. O que há do outro lado? Não sei. Mas não é do meu feitio ficar aqui, parado. Não consigo lembrar de cabeça o nome de alguém que realizou seus sonhos sem ter, para isso, passado por todos os tipos de obstáculos.
O que é prever o futuro, senão fabricá-lo com as próprias mãos? Prever o futuro é moldá-lo com atitudes, inspiradas nos mais ousados sonhos. Inconscientemente, queremos que nossas ações desencadeiem uma série de acontecimentos cujo roteiro já foi definido na nossa cabeça.
Me dóem os pés, dor essa que ignoro toda vez que minhas solas encontram novo chão
Bú? Que passe o tempo. Que ele escreva as linhas e deixe para mim somente a prazeirosa função de pontuar as frases. O tempo passa sozinho, e não há nada que possamos fazer para assumir seu controle.