Está sempre certa, ainda que não queira estar; está sempre muito longe mesmo quando finca os pés no chão para ficar parada no "seu" lugar.
Ela sempre vê, e os mais cruéis são os que fingem não ser e os mais difíceis são aqueles aos quais ela não quer enxergar, o que está latente.
Mas o problema, também, é que ela está sempre esperando o pior; sim, o que ela olhará ao longo das estradas e dos dias não são as mais belas imagens da primavera; mas ela não entende, não quer entender que há outras estações além do inverno.
Finge ser divertido ouvir desses rapazes um 'até logo' quando visualiza um 'adeus'. Ela já sabe, ela finge entender e aceitar o fato de sempre haver uma maneira diferente de dizer que já não há mais sentimento.
É muito confuso, há sempre uma maneira...não é questão de certo ou errado, mas há sempre uma maneira de demonstrar que não foi o bastante; há sempre uma maneira de não escrever, de não falar, ou de dizer tudo e escrever todas as palavras para deixar bem claro que acabou. E na verdade nós nunca temos algo para dizer de fato, algo pra escrever...só um bando de mentiras que justificam um verdade que não é exatamente, meticulosamente dita: F I M.
Ela nunca tentou, tentou parar de quebrar corações (principalmente o próprio), nunca tentou parar de machucar todas essas almas que vagão vazias em busca de uma doce melodia. Em seus olhos já não há mais o brilho de quem vivia com o coração em paz.
E sempre finge que acredita no que dizem sobre o amor, finge que é eterno...
Bú? em busca de alguém para mudá-la e não alguém que diga que sozinha ela não precisa mais seguir...