Até que me esgote a voz


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Compra pronto

Todo telefone quer tocar
Uma janela é tão infeliz fechada
Quanto um carro sempre no mesmo lugar

Um relógio parado não existe

Um som sem som tem uma vida ruim

Como começa o fim de uma história interminável? 
Não sei que titulo pôr, algo como bom ano novo, ou feliz fim de novo do novo... O silêncio não responde e então não há palavras que me permitam ouvir um último som, ver uma última letra solitária escrita.
Penso em e-mails urgentes, mensagens em caixa alta, cartas pelo Sedex, ligar desesperada em tom de morte ou vida recém surgida, bater completamente nua na tua casa, mas no ápice do meu desespero pego um livro e finjo que a história é nossa.
E assim, nossa história se tornou uma paixão de verão, ganhou uma bela justificativa através de Brutus em nome do bem maior e de todos, transformou-se em um romance histórico gaúcho  virou uma aposta perdida pelo apostador, uma meio de ação cênica na vida cotidiana, e ao longos dos dias ganha um olhar quase teológico e sociológico relacionado a história e aos seres humanos na sociedade.
Como começa o fim de uma estória que termina com reticências? Como fazer em uma situação em que nenhuma ação muda ou basta? Penso em me banhar uma cachoeira e fingir que você é a água a derramar, flutuar no mar e de olhos bem abertos me deixar atravessar pelos raios do sol - que finjo ser seus braços, sentar nas pedras e imaginar que você é a onda a bater...e então assim nada faço e se te vejo agir em mim.
E nos momentos que o desespero me toma penso nas palavras certas que te fariam mudar o rumo dos teus pés. E então reescrevi um dicionário em que o significado de todas as palavras é: Volta pra me ver.

Bú? Se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você

Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?

 (ãno axiedeu ser ninguém an uas  ida v óS)