Ao contrário de muitos, atravessei rigorosas primaveras para me deparar com um aconchegante inverno; assim como ao invés de lutar para subir montanhas e rochas, eu chorava para descer dos mais altos cumes.
Houve um trépido e escorregadiço rumo até aqui, muitas memórias já esquecidas, momentos eternizados pelo olhar clinico-psiquiátrico e paternal de terceiros que foram perdidos pela minha memória ardilosa e maternal.
Muitos amores me passaram pelos pés, assim como muitos horrores me seguraram pelas mãos; são incontáveis o número de paralelepípedos inescrupulosos e algemas afáveis, mas superei quase todos entre risos e prantos.
E entre tanta liberdade obrigada e prisão consentida, restou-me um lampejo de vida:
Para que servem as asas se não podemos sentir o vento transcender a nossa tez.
Bú? Como pode ser gostar de alguémE esse tal alguém não ser seuFico desejando nós gastando o marPôr-do-sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a DeusPara lhe esquecerMas só de pedir me lembroMinha linda florMeu jasmim seráMeus melhores beijos serão seusSinto que você é ligado a mimSempre que estou indo, volto atrásEstou entregue a ponto de estar sempre sóEsperando um sim ou nunca maisSinto absoluto o dom de existir,Não há solidão, nem penaNessa doação, milagres do amorSinto uma extensão divina