"Eu quero ficar só, mas sozinho, assim, comigo, eu não consigo. Eu quero ficar junto, mas sozinho não é possível"
A: - Oi!
B: - Alô?
A: - Tá ocupado?
B: - Um pouco, mas, pode falar, rapidinho!
A: - Ah...deixa, tudo bem, liguei para "não falar" com você!
B: - Tá triste?
A: - Sim, mas não quero conversar sobre a minha tristeza. Vamos falar sobre a sua alegria! Tá ocupado com o que?
B: - Estou em uma festa! Deu sorte, estou bem feliz mesmo.
- LONGO SILÊNCIO -
A: - É bem difícil "não conversar" em uma ligação. Sou uma fraude. Liguei, na verdade, porque não conseguia lidar com o meu silêncio solitário, que me presenteava com respostas - caladas - que eu não queria imaginar.
Meu silêncio, solitário, propôs a mim mesma um filme mudo e sem legenda, com diálogos sinceros e mesmo sem som e sem letras, eu sabia as falas na mais dolorosa e astuta gramática.
Já o silêncio que eu propus aqui, não tem respostas, são só perguntas. O teu não falar me enche de dúvidas, enquanto o meu me enche de certezas.
- LONGO SILÊNCIO -
(Ela tosse e ri, infrutiferamente, artificialmente)
- SILÊNCIO -
A: - O que você está pensando? Desculpe-me, não queria te perturbar com os meus "pensamentos pré-humanos". Ah! Eu e minhas teorias sobre o meu cérebro!
- SILÊNCIO -
A: - Diz pra mim, o que você tá pensando?
B: (Uma funda e longa respiração , áspera e asfixiante) Estou pensando em que resposta te dar que acalme, amenize todas as suas dúvidas palpitantes. E em que pergunta te fazer para inquietar todas as tuas respostas dilacerantes.
- SILÊNCIO -
B: - Ah! E estou, também, ouvindo-te respirar. Este não-silêncio do inspirar e expirar, diz-me em sussurro, que nunca haverá silêncios entre nós, nosso coração bate em uníssono e faz um belo compasso rítmico com o entrar e sair do ar no nosso corpo - e tudo isso independe de distância.
Bú? Uma bela ligação, que morreu na caixa postal e viveu na minha mente.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
A Mulher do Futuro
E essas vozes que chegam a ferir, insistindo para que eu desista, são de pessoas que sonham em ser assim como eu.
Entre mil pessoas por aí, vi você surgir. Você apareceu entre muitos e na minha mente aos poucos foi se tornando o único.
Quis te ter ao meu lado (E não existe, no mundo outro lugar, melhor do que ao seu lado pra eu ficar), achei que quisesse brigar contra todos esses abraços que só querem nos amaldiçoar. Mas esqueci de olhar prestando atenção, e meio tarde - só agora - vi dentro do seu coração: um guerreiro ferido, e cansado de lutar
Bú? A primeira coisa que vi foram seus olhos.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Deus Negro
Eu,
cheio de preconceitos,
Racista!
Eu,
com falsos conceitos,
Neo-nazista!
Eu,
detestando pretos.
Eu, sem coração...
Eu,
perdido num coreto
Gritando: "-Separação!"
Cartas de Amor Francesas
Quando a saudade cria lágrimas nos olhos é porque ela já era grande demais até mesmo pro coração.
Claro que os dias passam mas demoram terrivelmente, você me faz muita falta meu adorado, tenho só cinco minutos por dia para falar com quem é tudo para mim; enfim, me apego à esperança, digo a mim mesma que logo mais terei você para mim.Como são longos os dias sem você, meu amor. São realmente intermináveis. Sabe, é bom te escrever, porque não me sinto bem, senão com você e quando escrevo tenho a impressão de estar com você.
Bú? "Hoje eu cansei de saudade e vou mandar te trazer,
nem que precisem mais de mil cavalos brancos pra te convencer.
Hoje não importa nem teu nome; insisto em te afirmar, que essa espera é só uma gota,que só se faz transbordar."
Como uma idéia que existe na cabeça
Quereríamos um verso livre, franco, leal, que ousasse tudo dizer sem hipocrisia, tudo exprimir sem rebuscamento e passasse com um movimento natural da comédia à tragédia, do sublime ao grotesco; alternadamente positivo e poético, ao mesmo tempo artístico e inspirado, profundo e repentino, amplo e verdadeiro [...] Victor Hugo
Bú? E não tem a menor obrigação de acontecer
The way it feels to be alive
E os sonhos que a insônia traz, não ouse desistir deles. Se vale apena ficar acordado sonhando, vale apena viver lutando.
Não ouse desistir de tudo que você sonhou, porque não vai haver outro tempo em que você será mais honesta, em que suas convicções serão mais fortes, ou em que os seus motivos serão mais puros do que são agora. O que significa que deve ir atrás de qualquer coisa que te empolgue. Seja confiante, voe em busca de riscos.
E que, então, o seu voo seja longo, feliz e que lhe traga as mais belas visões.
Bú? It's beyond me, I cannot carry
The weight of a heavy world
So goodnight, goodnight, goodnight, goodnight
Goodnight, hope that things work out all right, yeh
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Jo Mai Mai
Nd’aîkoangá-angáî
Oîe’i Albert sýki {na hora, pontualmente},
oîme’eng kaûĩyîuîa ixébe,
anhonongatu ro’ype.
Osyk Hèctor, Clara abé,
ogûerur o pitanga
okéryba’e uru pupé.
Anhokendab Judit supé,
“oîe’i oîepebé ereîur,
xe moapysyk nde aoba”.
Te’yîa osy-syk opá.
Karûápe sekóreme,
arur oré rembi’urama.
“Mbi’umatueté”,
“Kó kaûĩaîa asa’ãmotar”,
“Abápe {café} oîpotar?
I tyb {gim-tônica} abé”.
Oronhemosaraî akûeî pytúnybo
’arakume nhemosaraîtatyba resé,
“penhe’engatã umẽ,
mitanga oker oupa”.
A’éreme Hèctor aîpó e’i:
“Nd’aîpotarangá-rangáî
Judit îurupytera”.
Onhe’embé:
“Nd’aîpotarangá-rangáî
i poíra i mena suí”,
opakatu ma’ẽû ixébe, nda abá rûã oka’u.
Aîpó mindasy
oîkutuk xe nhy’ã
{eu admito/reconheço}, kaûĩ mokona.
Opakatu pukaesapy’aû,
A’éreme Judit osupir o kagûaburu,
oma’ẽ ixébe, aîpó oîabo:
“Nd’aîmo’angangá-ngangáî
nde pýri xe resãîeté,
nd’aîmo’angangá-ngangáî
nde pýri xe resãîeté”.
Ixé apikĩ, a’e oka’u.
TentAções
E como um doce e sagaz garoto que vê o desabrochar de uma rosa pelo buraco da fechadura, ele a viu crescer. As, então, corridas com a cadeira de rodas da bisavó, tornaram-se caminhadas pela rua augusta em busca de uma diversão para dois maliciosos anjos.
O que antes era apenas um sessão infantil e romântica de "Pateta e seus amigos", entre dois distantes familiares e próximos amigos que brincam de viver uma paixão secreta e proibida; transformou-se em um encontro noturno de pagãos, que usam como desculpa um réquiem para viverem sonhos de anjos pornográficos.
Há trocas de presentes natalinos, almoços feitos por quatro mãos, mensagens insinuosas sobre noites mal dormidas, caricias os fazem temer e tremer a noite.
Na noite dos que nunca bocejam, os olhos se encontram semi-cerrados, os lábios tocam a tez já úmida e fria. A mão que quase encontra os símbolos, em busca signos corpóreos de tentar, de agir.
Há trocas de presentes natalinos, almoços feitos por quatro mãos, mensagens insinuosas sobre noites mal dormidas, caricias os fazem temer e tremer a noite.
Na noite dos que nunca bocejam, os olhos se encontram semi-cerrados, os lábios tocam a tez já úmida e fria. A mão que quase encontra os símbolos, em busca signos corpóreos de tentar, de agir.
Tentaram ações, mas as tentações do corpo buscam sucumbir satisfazendo-se com astucioso progredir da imaginação.
Bú? E de tantas tentações, depois de tantas ações, depois de tentarem algumas não-ações; contentaram-se com o que tinham nas mãos, com o que podiam fazer com os pés, aspiraram o que havia no quarto e não no corpo, realizaram aquilo que o dinheiro poderia pagar sem a moral questionar.
Bú? E de tantas tentações, depois de tantas ações, depois de tentarem algumas não-ações; contentaram-se com o que tinham nas mãos, com o que podiam fazer com os pés, aspiraram o que havia no quarto e não no corpo, realizaram aquilo que o dinheiro poderia pagar sem a moral questionar.
Assinar:
Comentários (Atom)