Até que me esgote a voz


sexta-feira, 8 de abril de 2011

O (não) Soneto de Aniversário

Preparei tudo, seria o dia perfeito.
Escolhi o seu presente a dedo, como se fosse pra mim, era o que eu gostaria de receber...afinal eu daria um coração.
Escrevi algumas cartas, escolhendo meticulosamente cada palavra. E o papel ao qual estavam escritas, eram pra deixar ainda mais claro o meu sentimento por você.
E parecia que o Universo conspirava ao meu favor, alguém falava sobre o soneto de aniversário e declamava sonetos de amor...
Só faltou uma coisa para dar certo...
Você.

Bú?

ops, falei...

Eu disse...disse na hora errada, no momento errado, de forma estranha, com uma reação esquisita...mas disse, e  disse o que sentia.
Queria que ao falar fosse perfeito, algo assim até meio hollywoodiano, no qual eu falo o que sinto e tudo brilha, sorri, e a gente se beija, e você descobre que ao meu lado é o seu lugar e eu percebo que ao seu lado é onde que quero e preciso estar. Não foi exatamente assim, eu fiz tudo errado (só pra variar)...mas nós vamos chegar lá...

Bú? É o próximo, é o próximo.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

O riso habitual é insosso

Eu não sei fingir que está tudo bem quando não está. Eu não sei mentir pra mim e tentar enganar alguém que está tudo certo, quando na verdade está tudo errado.
Não consigo calar-me, enquanto minha alma grita; não consigo sorrir, enquanto minha mente chora; não consigo aproximar apenas a pele do meu corpo na sua, enquanto todo o  resto se afasta.
Eu queria ser menos exagerada e viver menos drama, mas eu também não consigo.
Eu transpiro sinceridade, e é uma pena que nem sempre isto seja tão agradável. Eu absorvo, silenciosamente, tuas palavras e atitudes, e é uma pena que nem sempre elas sejam - o que eu acredito ser - dignas e honrosas.
Eu até tento fingir, mas me entrego sempre. Meu sorriso não é habitual, meu choro não momentâneo e nem explícito, minhas sobrancelhas indignadas não são tão inconstantes. Vivo minhas emoções a flor da pele.
Mas tudo é passageiro...Eu sou passageira (n)desta nau, perdida na profundidade dos teus olhos; minhas emoções são passageiras neste carro sem freios que segue a procura de um muro.

Bú? Olhos oblíquos de ressaca.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Confesso que eu estou apaixonada

Há manhãs que me trazem o medo, de ter de perto de mim alguém. Quanto aos prantos me vejo sozinho, pois sei que aqui no mundo espero alguém. Busquei quem sou e você mostrou, que eu não sou sozinha nesse mundo. Te busco em minha composição

É quando as emoções viram luz, sombras, sons, movimentos e o mundo todo vira nós dois. É quando o tempo não passa, dentro de nós; cada hora é como uma semana, cada novo alô é mais bacana, cada carta que eu nunca recebo é sempre um motivo pra lembrar: Você está perto de mim.

Eu não sei, de onde vem, essa força que me leva pra você. Eu só sei, que faz bem, mas confesso que no fundo eu duvidei. Tive medo, e em segredo, guardei o sentimento e me sufoquei. Mas agora, é a hora, eu vou gritar pra todo mundo de uma vez: Eu tô apaixonada. Mas um beijo fala mais que mil palavras, um toque é bem mais que poesia. No seu olhar enxergo a sua alma, sua fala é uma linda melodia. Confesso que eu estou apaixonada.

Bú? Testando som, 1 2 3 testando..

Óbvia

Decifrar-me é algo muito intuitivo, sempre fui óbvia. Esforço-me loucamente para esconder meus sentimentos, e assim os deixo evidentes.
Eu sorrio com os olhos, portanto é fácil notar o quão feliz você me faz; eu tento disfarçar com o lábio e, ao morde-lo, fica claro que seu afeto me comove; eu repreendo com as sobrancelhas (sim, sobrancelhas), meu repudio é simples e direto.
Os sentimentos e sensações nascem em mim, como rosas nascem em um jardim. Seu toque me faz desabrochar; meus espinhos - resquícios de um coração destruído no passado - te pedem cuidado ao me manejar; o silêncio é cômpar a um botão de flor, muitas vezes é essencial para o meu florir e meus erros são como folhas secas, murchas que o vento junto com o tempo há de levar embora.
Eu beijo com o meu coração que é às vezes pura arritmia - é a genuína inquietação, de duas bocas reunidas pela desordem, de muitos sentimentos; às vezes a cadencia é plácida, quase silenciosa, imperceptível - de quem aprecia com consciência o enlace momentâneo de duas almas através de dois lábios; e muitas vezes é o ritmo apropriado - a intensidade correta da pressão arterial sentida na boca, equivalente, a paz e a tranquilidade que um sentimento merece.
Não é tão difícil desvendar o meu infinito particular e eu não impeço ninguém de entrar, minhas armaduras são de vidro e se desfazem no mais passageiro olhar, minha espada é uma feição terna que não te chama e nem te exclui. Guardo-me com o sopro de um suspiro, mas também é assim que me entrego; defendo-me com a suavidade de um olhar, tal qual ataco; previno-me com o silencio e está é também minha antevisão.


 Bú? "Por que a gente é desse jeito, criando conceito pra tudo que restou?"

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sobre aquele casal...

Não acredito que possa dar certo..
Você é meu avesso, constituído de coisas que eu não aceito e tenho muita dificuldade de entender.
Somos opostos a quase tudo, menos no fato d'eu gostar de você (E MUITO) e acredito que isto seja recíproco.
São pouquíssimas as chances de nós dois darmos certo juntos, mas eu tenho uma doentia vontade de viver o impossível, de procurar o inexistente. Tenho uma doentia mania de machucar meu coração, e isto exemplifica o porque do eu apaixonar por você, sentir a sua falta e querer a sua presença. Mesmo sabendo que a possibilidade de dar certo é ínfima, e que as chances d'eu me machucar são enormes, eu me permito tentar.

Sometimes I can't explain a
nd I'm so sorry that I can't. I'll try to concentrate on your true identity. I don't want to keep on believin' in illusions. Now I find denial in my eyes, I'm mesmerized by the picture that's in my mind.  I'm still in love with who I wanted you had been
Bú? você está me fazendo mudar de ideia a cada dia, e eu estou disposta a tentar

domingo, 3 de abril de 2011

Você não me engana vitória...

"Quantas vezes desviei o olhar, simulei estar procurando alguém por entre você. Mexi no cabelo, mordi os lábios, tudo porque talvez não pudesse te responder o que eu realmente pensava." 
Eu nunca sei o que de fato fazer. Tenho uma terrível fobia a sofrer.
Às vezes quando, em um relacionamento, nos machucamos e nosso coração se quebra em mil pedaços, mesmo após o coração se reestruturar ele ainda guarda resquícios de suas feridas passadas. Talvez isso exemplifique, o fato d'eu ter tanto medo, tentar ir com calma, nunca saber o que fazer e fazer tudo ao avesso.
Eu finjo desesperadamente e muito mal, não te querer por perto, não gostar TANTO DE VOCÊ, tento ME enganar sobre meus sentimentos, e não deixar tão claro pra você o quão você faz falta nos meus dias.
Fico olhando para a porta esperando você entrar, e quando você entra eu finjo não te ver, mas quando você está ausente eu fico o dia todo esperando por você.
Fico olhando os teus recados, e tentando garantir que você gosta de mim, tal qual eu gosto de você, eles fazem toda a diferença pra mim. Mas quando você escreve, disfarço para você não notar que os leio mil vezes.
Passo a tarde abrindo e fechando meu celular, esperando uma ligação sua, uma mensagem, mas quando estamos conversando pelo telefone, finjo querer desligar pra você não notar que passaria o dia ouvindo a sua voz.
"Já deveria ter aprendido a confiar mais na minha desconfiança, mas aí você fica martelando na minha cabeça… E a simples lembrança de vê-lo sorrindo e me tomando nos braços, compromete toda a armadura."

Bú? E pra não me entregar de uma vez a você, me obrigo a pensar: "Você fala demais, diz muitas besteiras da boca pra fora."