Até que me esgote a voz


sábado, 10 de novembro de 2012

Anoitecerá


Houve uma madrugada em que ele não prestou atenção, entre uma risada e outra, suas mãos depararam com as dela, seu corpo encostou quente em alguma parte do dela. E, então, o tempo foi longo. Do primeiro beijo à dança de rosto colado que mais parecia o corpo fazendo declaração de amor. Com ações escreveu no espaço uma canção para a menininha, uma derradeira confissão, feita na tradução das palavras que não cabem na boca. 
Houve essa noite em que seu corpo disse e o dela respondeu. Não havia receio, nome, raciocínio ou amanhã.  Ele acordou obstinado a montar vigília, com olhos de coruja, sem perder um só de seus movimentos. Aquela tinha sido apenas a sua noite de folga, uma noite de longa fuga a dois.

Bú? Vou arma minha rede na nuvem, na noite será?!