Até que me esgote a voz


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Fria


Duas estrelas no mar,
uma parte do céu
que eu deixei desmorar.
Duas estrelas no fundo mar,
sonhos de uma noite
que nunca irão
se realizar.

Nada,
nenhum amor que tirasse de mim o ar
Nada,
nenhum sonho que pudesse realizar

E eu que te deixei cair,
eu que nem tentei te segurar
e eu que nunca fiz algo pra impedir...
Choro toda noite,
tentando te encontrar
meu no mar...
de lágrimas.
No meu céu
sem estrelas.



Bú? Feito pra não durar.
(O menino viu no céu um estrela, e será só uma estrela. Um vagalume comum, brilhando muito longe; uma sujeira universal que morreu a muito tempo.
Como cientista, assim, a estrela não trouxe pra ele verdade, vida, sentido, significado e nem arte; trouxe um pouco mais de poeira cósmica para os leigos olhares.)