Até que me esgote a voz


sábado, 10 de novembro de 2012

Enquanto os olhos fecham...


Tenho vivido dentro da minha bolha de sabão, através da qual vejo o mundo e ele me vê.


Não olha agora, estou olhando para você.


Lembrei, pensei, medi, senti e paralelamente a tudo isso o Mundo continuou a girar. Olhando daqui, agora, as coisas parecem um pouco fora de lugar; mas talvez eu é que esteja me posicionando do lado contrário à luz. O Mundo mantinha seus movimentos de rotação e translação, enquanto eu fingia que um vagalume era a Lua me esperando além de qualquer limite físico que me impeça de enxergar.

No nosso livro a nossa história é faz de conta ou é faz acontecer?


Nas últimas noites eu despertei ao luar. Eu acordei, ao invés do despertador, algo me despertou. E eu me dei de presente madrugadas afora.


Dê-me a Lua que eu te faço adormecer.

Fiz “muito”, fiz “nada”, passei horas olhando para além do teto acima da minha cama, como se cimento e tijolo fossem translúcidos ao luar, enxerguei  para além do céu. Porque tem horas que parede nenhuma pode me conter.


Larguei-me, dormi, nas margens de mim.

Bú? Eu quis prestar atenção
Tudo o que é menor, mais lento e baldio
Deixo o rio passar tão voraz, veloz
Me deixo ficarQuando o sol acena bate em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples