E tanto tempo terá passado, depois, tudo se tornará cotidiano
e a minha ausência não terá nenhuma importância.
Serei apenas memória, alivio (...)
Bú? Quando, daqui a pouco tempo, a música que me dedicastes no rádio não tiver mais importância e o carinho que te dediquei na festa não tiver mais palpável.
terça-feira, 28 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Heliotrópios ao futuro luar
Por mais que eu
ande
Nada em mim imagina
O que é que tal
menina tão pequena
Está fazendo em uma cidade tão grande.
Leminski
Era, enfim, dia de sorrir. Os lábios foram,
portanto, se abrindo horizontalmente, assim, lentamente, numa timidez tenaz.
Imagina! Aquilo era para ela propriamente uma nudez. A alvura dos dentes
contrastava com o negrume da pele e da vida, era de doer os olhos, mas -
naquele instante - ela não se importava.
Todas as manhãs despertava acreditando que aquele dia em especial lhe
poderia ser uma espécie de prelúdio, como um desses cartazes que anunciam
grandes espetáculos que futuramente serão exibidos. Experimentava, então, uma
felicidade clandestina. Por isso, era, então, fragmentada; vinha aos poucos e
ela aceitava cada dose sem nunca saber quando viria outra.
Embriagava-se e saia cambaleante sem perguntar quanto custava.
Mal sabia que não haveria escapatória, que a vida lhe seria uma agiota
cruel. E tirana que era, não faria nada sozinha, não daria um só passo sem sua
capanga fiel: a realidade.
Diante da
ferocidade cotidiana, a menina, cuidadosa, passou a guardar os sonhos embaixo
do travesseiro, mesmo sabendo que eles poderiam nunca acordar, mesmo sabendo
que poderiam sufocar. Tamanho era o medo de perder, que preferia não ter. Hoje
em dia é fugitiva de si, fora acusada de facínora, condenada por ter
assassinado os próprios sonhos. Há quem diga que ela os viu, passivamente,
agonizando até a morte e nada fez.
Um vizinho,
fofoqueiro, dizia que durante um tempo a ouvia gritar antes de dormir: “Já está na hora d'eu
acordar para os meus sonhos, de fechar os olhos e viver o dia que eu criarei
com a mente.” E então ele deduzia: Quando encaramos a noite como o dia da alma,
muitas coisas mudam de significado. Depois de um tempo, a ouvia gritar, logo
após acordar: “Está na hora de acordar, e por a alma para dormir.”
O vizinho,
fofoqueiro, ponderava, nas questões alheias, suas possibilidades: a verdade é
singular, é difícil manter os pés no chão enquanto a mente voa; a verdade
é plural, às vezes, precisamos deparar com um beco sem saída para descobrirmos
que o caminho é pro outro lado.
Bú? Preocupemo-nos com o que põe em
perigo a nossa alma
Sobre flores (não sob pedras)
E sem poder ver as horas, ela as tocou. Seus dedos acariciavam as pétalas do tempo, era efêmero aquele minuto preso na parede e o tempo que tateava era duradouro. Pensava assim, pois compreendia: o que é belo é tão útil como o que é simplesmente útil, afinal, não enxergava os dois, e via ambos de maneira diferente da maioria. Sua visão era outra. Cegueira branca é de quem vê e não encara o mundo com olhos nos olhos. Seu olhar branco mirava o nada, imenso vazio sem cor. E, no entanto, era como se enxergasse o mundo, janelas da alma abertas.
Independente de qualquer prisma, respeitava muito o ver e a falta de visão tanto dos sábios quanto a dos ignorantes. Sem nunca desrespeitar esses ou aqueles, todas as tardes, durante a primavera, com um regador de latão cor violeta (que ela com sua escuridão, doce, via verde ou cinza - não sabia explicar direito), regava as horas que ela podia tocar e que os vizinhos sentiam recender na estação
Bú? O futuro luar estará incrível, uma maravilha! Ainda não posso dormir, e o perfume dos heliotrópios da Sra. Rosa. Será que esse belo pássaro, pintado com um azul vivo, consegue sentir?
Procrastinar
Tua voz, uma potência. Ouvir teu grito por mudança, teus sonhos por arritmia, é como te ver desperto em minha cama.
Vejo o que te moves, e tu és movido pela transformação; é como se pudesse abrir os olhos - a cada piscadela durante uma conversa política - e te encontrar no meu quarto, tu estas lá, olhando-me com teus belos e enormes olhos cor do infinito.
Era bonito demais acordando.
E é bonito demais esse homem que vejo despertar - ainda que diletante - a cada conversa. É uma beleza que não sai do azul. Essa beleza vem de dentro, dessas que os olhos não costumam perceber e com a qual as pessoas não costumam se importar.
Você falava alguma coisa, quando eu massageei teus pés - na minha imaginação. Na minha cabeça foi um contato breve; não podia naquele instante, firmar minha mente e meus olhos sobre teus calos, ásperos, que eu tanto gostei de acariciar. É comum que eu sinta medo de concretizar vontades. Senti receio de tocá-lo, portanto só imaginei.
Senti receio de perder no meu repertório de imagens teus olhos fitando-me; recordei. Mas minha memória, transfigurada, agora gosta de lembrar ao contrário: Eu te olhando enquanto você acorda.
Bú? “o que foi, meu ammm…?!”. Tua cicatriz assassinou o adjetivo antes mesmo de seu fim, mas levou consigo qualquer sentido antes implícito.
Vejo o que te moves, e tu és movido pela transformação; é como se pudesse abrir os olhos - a cada piscadela durante uma conversa política - e te encontrar no meu quarto, tu estas lá, olhando-me com teus belos e enormes olhos cor do infinito.
Era bonito demais acordando.
E é bonito demais esse homem que vejo despertar - ainda que diletante - a cada conversa. É uma beleza que não sai do azul. Essa beleza vem de dentro, dessas que os olhos não costumam perceber e com a qual as pessoas não costumam se importar.
Você falava alguma coisa, quando eu massageei teus pés - na minha imaginação. Na minha cabeça foi um contato breve; não podia naquele instante, firmar minha mente e meus olhos sobre teus calos, ásperos, que eu tanto gostei de acariciar. É comum que eu sinta medo de concretizar vontades. Senti receio de tocá-lo, portanto só imaginei.
Senti receio de perder no meu repertório de imagens teus olhos fitando-me; recordei. Mas minha memória, transfigurada, agora gosta de lembrar ao contrário: Eu te olhando enquanto você acorda.
Bú? “o que foi, meu ammm…?!”. Tua cicatriz assassinou o adjetivo antes mesmo de seu fim, mas levou consigo qualquer sentido antes implícito.
Existe algo de mágico na distância
Tenho estado distante de todos em muitos sentidos, mas nunca estive tão perto de mim. O mundo ao meu redor dança e brinca na frente dos meus olhos, só cabe a mim aceitar e entender aqueles ou esses encontros inesperados.
E ir em frente significa me desprender de todo o meu universo cognitivo para me jogar em um mar de mudanças, imergir junto à melhor versão de mim mesma. Não quero descobrir que esse meu eu lapidado continua cometendo os mesmos erros, estúpidos.
Sei que há amigos distantes que se chamam irmãos, irmãos próximos que não são amigos. Mas não quero mais me fechar, ou fugir, nem me aterrorizar por tão pouco.
Quero desarmar-me frente a tudo que tenha potencial para me cativar. Quero viver, arriscar, experimentar. Não Quero pensar em perder meu tempo com alguém que não tenha percorrido essa mesma trilha, com quem não esteja pronto, com quem se doa dessa maneira sempre tão fragmentada.
Porque, quando vale a pena, só alcançar não basta. Tem é que segurar forte entre os braços.
Bú? O abraço tem que ser por inteiro.
domingo, 28 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Escondeu-se em um livro
Cabe o silêncio a certas coisas. O mundo me parece surpreso com detalhes que não se escondem em segredos, mas sim em atos corriqueiros que passam despercebidos. A vida tem seus momentos confusos e conturbados, existem dores imaginárias que se mostram como flechas vermelhas que atravessam o estômago da gente, existem alegrias imensuráveis que se apresentam em fazer um filtro dos sonhos em casal.
Bú?As palavras que me escreveste tocaram-me. Como todas as outras que por vezes calas e que eu tinha de ler nos teus olhos.
-Existe algo que ...(não sei, não quero e não posso nomear) embora ainda não saiba bem o que ou onde essa poeira de... se esconde. -
Bú?As palavras que me escreveste tocaram-me. Como todas as outras que por vezes calas e que eu tinha de ler nos teus olhos.
-Existe algo que ...(não sei, não quero e não posso nomear) embora ainda não saiba bem o que ou onde essa poeira de... se esconde. -
...o Despertar de um bem querer
Existem coisas que me dão uma vaga noção de sentido na vida. O cheiro do seu corpo nos meus dedos, o sol que entra pela janela de manhã, abrir os olhos vagarosamente até te encontrar me vendo dormir, comer pão de queijo na cama, compartilhar palavras desconhecidas, reconhecer falhas de concepção e de confecção. São coisas singelas, eu sei; mas elementos naturais geradores de vida têm suas estruturas simples e são vitais. Como acordar no meio da noite e perceber que, mesmo separados, você encontrou um jeito de quedar-se entre meus braços sem me despertar.Os dois acordam, de súbito, sonolentos no meio da manhã. Ambos de costas, um para o outro, se olham sonolentos e ele, terno, diz:
- Estamos de costas, bem.
E ela compreensiva, responde em meio em alfa:
- Tudo bem, nos gostamos mesmo assim.
Ele concorda, mas mesmo assim a abraça e assim eles dormem por mais algumas poucas horas.
Mal sabia ela, que, de fato, deveria realmente aproveitar essa comprovação física e lógica de carinho. Logo eles se encontraram e ela mesma no ápice da sua pouca compreensão lógica e falta de sentimentalismo, destruiu aquilo que eles mal puderam construir...
Bú?você não me conhece.
- Estamos de costas, bem.
E ela compreensiva, responde em meio em alfa:
- Tudo bem, nos gostamos mesmo assim.
Ele concorda, mas mesmo assim a abraça e assim eles dormem por mais algumas poucas horas.
Mal sabia ela, que, de fato, deveria realmente aproveitar essa comprovação física e lógica de carinho. Logo eles se encontraram e ela mesma no ápice da sua pouca compreensão lógica e falta de sentimentalismo, destruiu aquilo que eles mal puderam construir...
Bú?
Caixa de bombons
"E desde então, sou porque tu és
E desde então és
sou e somos...E por amor
Serei... Serás...Seremos..."
Não quero alguém que me complete. A metade de mim sou eu inteiro, sou e existo independente de outro ser humano. O irônico é que justamente essa percepção, que torna interessante estar com outro ser humano. Não se procura uma metade, vive-se com um inteiro. Fomos destruídos e refeitos, esquecidos e transformados, recomeçamos de um impacto. Cada um de nós é a totalidade de momentos que tivemos, pessoas que conhecemos e é isso que forma a nossa história, como nossas músicas favoritas que tocamos em nossa mente várias vezes; são momentos de impactos que nos refazem, que definem quem somos - em diversos momentos ao longo da nossa vida.
Deparei-me comigo inteira, porém fragmentada após uma sequencia desses impactos da vida; encontrei contigo fragmentado, porém inteiro pois nos refazemos cotidianamente principalmente quando estamos recomeçando pós-impacto.
Não procurei em mim o pedaço que faltava em você, não vi ausência de nota na sua melodia; você não buscou em mim o que te faltava, não encontrou notas que excedessem minha partitura.
Nos encontramos desfeitos em nossa completa harmonia, contraditória.
Foi assim que nos vimos, foi assim que demos as mãos preenchendo os vão que existem entre um dedo e outro, mas que não se encontram na totalidade da alma.
Foi o impacto da caixa de bombo que me reformulou mais asmática, é preciso suspirar constantemente ao seu lado para encher os pulmões. Foi ao te dar a mão sem entrelaçar o dedo que vi: não precisamos de pontos de contato que se encaixam para nos encontrarmos com perfeição.
Bú?Foi completo que te encontrei, é completa que me despeço.
Não procurei em mim o pedaço que faltava em você, não vi ausência de nota na sua melodia; você não buscou em mim o que te faltava, não encontrou notas que excedessem minha partitura.
Nos encontramos desfeitos em nossa completa harmonia, contraditória.
Foi assim que nos vimos, foi assim que demos as mãos preenchendo os vão que existem entre um dedo e outro, mas que não se encontram na totalidade da alma.
Foi o impacto da caixa de bombo que me reformulou mais asmática, é preciso suspirar constantemente ao seu lado para encher os pulmões. Foi ao te dar a mão sem entrelaçar o dedo que vi: não precisamos de pontos de contato que se encaixam para nos encontrarmos com perfeição.
Bú?Foi completo que te encontrei, é completa que me despeço.
sábado, 6 de abril de 2013
Só 'tchau' não basta
E então, na hora de me despedir eu não sabia como agir.
Perguntei, de forma retórica, como dizer tchau.
E me responderam: Diga apenas 'tchau'
E foi assim que eu fiz, disse 'tchau', beijei e abracei, falei que o amava e fui embora.
Bú? A morte é só a morte, dolorosa e infinita, não há nada de romântico e poético nisso.
Perguntei, de forma retórica, como dizer tchau.
E me responderam: Diga apenas 'tchau'
E foi assim que eu fiz, disse 'tchau', beijei e abracei, falei que o amava e fui embora.
Bú? A morte é só a morte, dolorosa e infinita, não há nada de romântico e poético nisso.
terça-feira, 2 de abril de 2013
Só me resta a violência do meu pensamento.
"Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente torna-se mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes."
Shakespeare
Bú? Felizes são os que não sentem.
quarta-feira, 27 de março de 2013
E Não Sobrou Ninguém
Na primeira noite eles se aproximam,
roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo o nosso medo
arranca-nos a voz da garganta.
E já não dizemos nada
Bú? Eu escolhi fazer teatro para falar pelos que não têm voz.
roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo o nosso medo
arranca-nos a voz da garganta.
E já não dizemos nada
Vladimir Maiakovski
Você não me conhece
Jamais siga os meus passos, ou você vai ver que eu estou tão perdido quanto você. Então, APONTA PRA FÉ E REMA!
Eu: define-me e me condena.
Eu: diz e cala
Eu: detona-me e me salva, incentivando meus medos, aconselhando minhas angustias.
Bú? Você não me conhece, mas me ama pra sempre porque te convém.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Um ano.
"E, enquanto o nosso corpo assim se renova, peça por peça, mediante a perpétua troca das matérias; enquanto que um dia ele cai, como se fosse massa inerte, para não mais se reerguer, o nosso espírito, um ser pessoal, conservou constantemente a sua indestrutível identidade, reinou soberanamente sobre a matéria de que se revestia, estabelecendo, por meio desse fato perene e universal, a sua personalidade independente, sua essência espiritual não sujeita ao império do espaço e do tempo, sua grandeza individual, sua imortalidade. "
Bú? É de lágrima, que faço o mar pra navegar. (Fim dos lírios.)
Gélida
"Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento estorinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga"
Bú? Em busca do protagonismo da minha vida.
Bú? Em busca do protagonismo da minha vida.
segunda-feira, 11 de março de 2013
domingo, 10 de março de 2013
quarta-feira, 6 de março de 2013
EU TE ACEITO COM OS HIFENS
e com todo o resto,
de repente o amor bateu em mim e ficou, foi de súbito, ouvi uma música e me apaixonei verdadeiramente.
Bú? Obrigada, Marcelo Camelo e Mallu Magalhães.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Sem hifens
Eu quero nós fazendo laços até se desgastarem os panos. Eu quero um nó cego, de palavra e silêncio, entre nós. Quero nós dois dançando sobre a cama, liquefazendo sob o lençol.
Vamos matar a sede com água da boca, matar a fome com a carne farta do lábio e do queixo.
Olhos que se procuram disfarçadamente, corpos que se encontram sem hesitar. A mente voa, não pensa mesmo sendo impossível entrar em nirvana naquele lugar.
Não pensava em ‘o ques’ ou ‘porques’, apenas olhava ao longe um horizonte azul, seus lábios rosados, mesmo imóveis, pareciam gritar poemas e palavras de acalanto. Seu peito saltava como que se coração pudesse pedir um contato da língua. A luz do sol entrava de leve, batia em seu rosto fazendo seu olho direito brilhar.
Fotofobia.
Fechou os olhos e acordou, chega de sonhar, nem mesmo estava dormindo.
Bú? Sem doces animais marinhos, sem estar de costas na mesma cama, sem...
Vamos matar a sede com água da boca, matar a fome com a carne farta do lábio e do queixo.
Olhos que se procuram disfarçadamente, corpos que se encontram sem hesitar. A mente voa, não pensa mesmo sendo impossível entrar em nirvana naquele lugar.
Não pensava em ‘o ques’ ou ‘porques’, apenas olhava ao longe um horizonte azul, seus lábios rosados, mesmo imóveis, pareciam gritar poemas e palavras de acalanto. Seu peito saltava como que se coração pudesse pedir um contato da língua. A luz do sol entrava de leve, batia em seu rosto fazendo seu olho direito brilhar.
Fotofobia.
Fechou os olhos e acordou, chega de sonhar, nem mesmo estava dormindo.
Bú? Sem doces animais marinhos, sem estar de costas na mesma cama, sem...
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
A síntese da companhia
"Eu quero ficar só, mas sozinho, assim, comigo, eu não consigo. Eu quero ficar junto, mas sozinho não é possível"
A: - Oi!
B: - Alô?
A: - Tá ocupado?
B: - Um pouco, mas, pode falar, rapidinho!
A: - Ah...deixa, tudo bem, liguei para "não falar" com você!
B: - Tá triste?
A: - Sim, mas não quero conversar sobre a minha tristeza. Vamos falar sobre a sua alegria! Tá ocupado com o que?
B: - Estou em uma festa! Deu sorte, estou bem feliz mesmo.
- LONGO SILÊNCIO -
A: - É bem difícil "não conversar" em uma ligação. Sou uma fraude. Liguei, na verdade, porque não conseguia lidar com o meu silêncio solitário, que me presenteava com respostas - caladas - que eu não queria imaginar.
Meu silêncio, solitário, propôs a mim mesma um filme mudo e sem legenda, com diálogos sinceros e mesmo sem som e sem letras, eu sabia as falas na mais dolorosa e astuta gramática.
Já o silêncio que eu propus aqui, não tem respostas, são só perguntas. O teu não falar me enche de dúvidas, enquanto o meu me enche de certezas.
- LONGO SILÊNCIO -
(Ela tosse e ri, infrutiferamente, artificialmente)
- SILÊNCIO -
A: - O que você está pensando? Desculpe-me, não queria te perturbar com os meus "pensamentos pré-humanos". Ah! Eu e minhas teorias sobre o meu cérebro!
- SILÊNCIO -
A: - Diz pra mim, o que você tá pensando?
B: (Uma funda e longa respiração , áspera e asfixiante) Estou pensando em que resposta te dar que acalme, amenize todas as suas dúvidas palpitantes. E em que pergunta te fazer para inquietar todas as tuas respostas dilacerantes.
- SILÊNCIO -
B: - Ah! E estou, também, ouvindo-te respirar. Este não-silêncio do inspirar e expirar, diz-me em sussurro, que nunca haverá silêncios entre nós, nosso coração bate em uníssono e faz um belo compasso rítmico com o entrar e sair do ar no nosso corpo - e tudo isso independe de distância.
Bú? Uma bela ligação, que morreu na caixa postal e viveu na minha mente.
A: - Oi!
B: - Alô?
A: - Tá ocupado?
B: - Um pouco, mas, pode falar, rapidinho!
A: - Ah...deixa, tudo bem, liguei para "não falar" com você!
B: - Tá triste?
A: - Sim, mas não quero conversar sobre a minha tristeza. Vamos falar sobre a sua alegria! Tá ocupado com o que?
B: - Estou em uma festa! Deu sorte, estou bem feliz mesmo.
- LONGO SILÊNCIO -
A: - É bem difícil "não conversar" em uma ligação. Sou uma fraude. Liguei, na verdade, porque não conseguia lidar com o meu silêncio solitário, que me presenteava com respostas - caladas - que eu não queria imaginar.
Meu silêncio, solitário, propôs a mim mesma um filme mudo e sem legenda, com diálogos sinceros e mesmo sem som e sem letras, eu sabia as falas na mais dolorosa e astuta gramática.
Já o silêncio que eu propus aqui, não tem respostas, são só perguntas. O teu não falar me enche de dúvidas, enquanto o meu me enche de certezas.
- LONGO SILÊNCIO -
(Ela tosse e ri, infrutiferamente, artificialmente)
- SILÊNCIO -
A: - O que você está pensando? Desculpe-me, não queria te perturbar com os meus "pensamentos pré-humanos". Ah! Eu e minhas teorias sobre o meu cérebro!
- SILÊNCIO -
A: - Diz pra mim, o que você tá pensando?
B: (Uma funda e longa respiração , áspera e asfixiante) Estou pensando em que resposta te dar que acalme, amenize todas as suas dúvidas palpitantes. E em que pergunta te fazer para inquietar todas as tuas respostas dilacerantes.
- SILÊNCIO -
B: - Ah! E estou, também, ouvindo-te respirar. Este não-silêncio do inspirar e expirar, diz-me em sussurro, que nunca haverá silêncios entre nós, nosso coração bate em uníssono e faz um belo compasso rítmico com o entrar e sair do ar no nosso corpo - e tudo isso independe de distância.
Bú? Uma bela ligação, que morreu na caixa postal e viveu na minha mente.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
A Mulher do Futuro
E essas vozes que chegam a ferir, insistindo para que eu desista, são de pessoas que sonham em ser assim como eu.
Entre mil pessoas por aí, vi você surgir. Você apareceu entre muitos e na minha mente aos poucos foi se tornando o único.
Quis te ter ao meu lado (E não existe, no mundo outro lugar, melhor do que ao seu lado pra eu ficar), achei que quisesse brigar contra todos esses abraços que só querem nos amaldiçoar. Mas esqueci de olhar prestando atenção, e meio tarde - só agora - vi dentro do seu coração: um guerreiro ferido, e cansado de lutar
Bú? A primeira coisa que vi foram seus olhos.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Deus Negro
Eu,
cheio de preconceitos,
Racista!
Eu,
com falsos conceitos,
Neo-nazista!
Eu,
detestando pretos.
Eu, sem coração...
Eu,
perdido num coreto
Gritando: "-Separação!"
Cartas de Amor Francesas
Quando a saudade cria lágrimas nos olhos é porque ela já era grande demais até mesmo pro coração.
Claro que os dias passam mas demoram terrivelmente, você me faz muita falta meu adorado, tenho só cinco minutos por dia para falar com quem é tudo para mim; enfim, me apego à esperança, digo a mim mesma que logo mais terei você para mim.Como são longos os dias sem você, meu amor. São realmente intermináveis. Sabe, é bom te escrever, porque não me sinto bem, senão com você e quando escrevo tenho a impressão de estar com você.
Bú? "Hoje eu cansei de saudade e vou mandar te trazer,
nem que precisem mais de mil cavalos brancos pra te convencer.
Hoje não importa nem teu nome; insisto em te afirmar, que essa espera é só uma gota,que só se faz transbordar."
Como uma idéia que existe na cabeça
Quereríamos um verso livre, franco, leal, que ousasse tudo dizer sem hipocrisia, tudo exprimir sem rebuscamento e passasse com um movimento natural da comédia à tragédia, do sublime ao grotesco; alternadamente positivo e poético, ao mesmo tempo artístico e inspirado, profundo e repentino, amplo e verdadeiro [...] Victor Hugo
Bú? E não tem a menor obrigação de acontecer
The way it feels to be alive
E os sonhos que a insônia traz, não ouse desistir deles. Se vale apena ficar acordado sonhando, vale apena viver lutando.
Não ouse desistir de tudo que você sonhou, porque não vai haver outro tempo em que você será mais honesta, em que suas convicções serão mais fortes, ou em que os seus motivos serão mais puros do que são agora. O que significa que deve ir atrás de qualquer coisa que te empolgue. Seja confiante, voe em busca de riscos.
E que, então, o seu voo seja longo, feliz e que lhe traga as mais belas visões.
Bú? It's beyond me, I cannot carry
The weight of a heavy world
So goodnight, goodnight, goodnight, goodnight
Goodnight, hope that things work out all right, yeh
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Jo Mai Mai
Nd’aîkoangá-angáî
Oîe’i Albert sýki {na hora, pontualmente},
oîme’eng kaûĩyîuîa ixébe,
anhonongatu ro’ype.
Osyk Hèctor, Clara abé,
ogûerur o pitanga
okéryba’e uru pupé.
Anhokendab Judit supé,
“oîe’i oîepebé ereîur,
xe moapysyk nde aoba”.
Te’yîa osy-syk opá.
Karûápe sekóreme,
arur oré rembi’urama.
“Mbi’umatueté”,
“Kó kaûĩaîa asa’ãmotar”,
“Abápe {café} oîpotar?
I tyb {gim-tônica} abé”.
Oronhemosaraî akûeî pytúnybo
’arakume nhemosaraîtatyba resé,
“penhe’engatã umẽ,
mitanga oker oupa”.
A’éreme Hèctor aîpó e’i:
“Nd’aîpotarangá-rangáî
Judit îurupytera”.
Onhe’embé:
“Nd’aîpotarangá-rangáî
i poíra i mena suí”,
opakatu ma’ẽû ixébe, nda abá rûã oka’u.
Aîpó mindasy
oîkutuk xe nhy’ã
{eu admito/reconheço}, kaûĩ mokona.
Opakatu pukaesapy’aû,
A’éreme Judit osupir o kagûaburu,
oma’ẽ ixébe, aîpó oîabo:
“Nd’aîmo’angangá-ngangáî
nde pýri xe resãîeté,
nd’aîmo’angangá-ngangáî
nde pýri xe resãîeté”.
Ixé apikĩ, a’e oka’u.
TentAções
E como um doce e sagaz garoto que vê o desabrochar de uma rosa pelo buraco da fechadura, ele a viu crescer. As, então, corridas com a cadeira de rodas da bisavó, tornaram-se caminhadas pela rua augusta em busca de uma diversão para dois maliciosos anjos.
O que antes era apenas um sessão infantil e romântica de "Pateta e seus amigos", entre dois distantes familiares e próximos amigos que brincam de viver uma paixão secreta e proibida; transformou-se em um encontro noturno de pagãos, que usam como desculpa um réquiem para viverem sonhos de anjos pornográficos.
Há trocas de presentes natalinos, almoços feitos por quatro mãos, mensagens insinuosas sobre noites mal dormidas, caricias os fazem temer e tremer a noite.
Na noite dos que nunca bocejam, os olhos se encontram semi-cerrados, os lábios tocam a tez já úmida e fria. A mão que quase encontra os símbolos, em busca signos corpóreos de tentar, de agir.
Há trocas de presentes natalinos, almoços feitos por quatro mãos, mensagens insinuosas sobre noites mal dormidas, caricias os fazem temer e tremer a noite.
Na noite dos que nunca bocejam, os olhos se encontram semi-cerrados, os lábios tocam a tez já úmida e fria. A mão que quase encontra os símbolos, em busca signos corpóreos de tentar, de agir.
Tentaram ações, mas as tentações do corpo buscam sucumbir satisfazendo-se com astucioso progredir da imaginação.
Bú? E de tantas tentações, depois de tantas ações, depois de tentarem algumas não-ações; contentaram-se com o que tinham nas mãos, com o que podiam fazer com os pés, aspiraram o que havia no quarto e não no corpo, realizaram aquilo que o dinheiro poderia pagar sem a moral questionar.
Bú? E de tantas tentações, depois de tantas ações, depois de tentarem algumas não-ações; contentaram-se com o que tinham nas mãos, com o que podiam fazer com os pés, aspiraram o que havia no quarto e não no corpo, realizaram aquilo que o dinheiro poderia pagar sem a moral questionar.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
13º andar no Parque Redenção
Do alto do 13º andar há uma bela vista para o Parque Redenção, na rua uma incrível festa que celebra um ciclo de vida realizado e diante de um bar uma bebida mórbida e ainda quente.
Vizinhos, estudante e transeuntes puderam ver voar de um prédio páginas de um livro inacabado, sessões de terapia desmarcadas, um diploma semi-impresso, imagens do Freud e Nietzsche se decompondo no ar.
O ar é áspero, ao respirar de face com o asfalto; o coro de buzinas e sirenes se torna uma melancólica sinfonia de dúvida, "por quê?"
O Mundo não acabou em 21/12/2013, ele vem liquefazendo desde então; são lágrimas, gotas de sangue e de suor. Há um diluvio caindo de tantos olhos vermelhos.
Vermelho como um beijo ardido e sufocante, que partiu de lábios cujo o hálito sedou sonhos, destruiu a possibilidade de superação de medos e desmoronou a concretização de ideias.
A flor da juventude tem murchado, cotidianamente, independente de lágrimas maternas tentarem reavivar as cores de suas pétalas.
Bú?
Vizinhos, estudante e transeuntes puderam ver voar de um prédio páginas de um livro inacabado, sessões de terapia desmarcadas, um diploma semi-impresso, imagens do Freud e Nietzsche se decompondo no ar.
O ar é áspero, ao respirar de face com o asfalto; o coro de buzinas e sirenes se torna uma melancólica sinfonia de dúvida, "por quê?"
O Mundo não acabou em 21/12/2013, ele vem liquefazendo desde então; são lágrimas, gotas de sangue e de suor. Há um diluvio caindo de tantos olhos vermelhos.
Vermelho como um beijo ardido e sufocante, que partiu de lábios cujo o hálito sedou sonhos, destruiu a possibilidade de superação de medos e desmoronou a concretização de ideias.
A flor da juventude tem murchado, cotidianamente, independente de lágrimas maternas tentarem reavivar as cores de suas pétalas.
Bú?
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Até mesmo o sol se põe no paraíso
"Rudá, Rudá,
Iuaká pinaié
Amãna reçaiçu
Iuaká pinaié
Aiuté Cunhã
Puxiuéra oikó
Ne mumamára ce recé
Quahá caarúca pupé"
Por meio desta, agora, você já deve saber, que o meu amor é tão forte, que eu não pude te esquecer. Você deve estar pensado como fazer para se afastar, se eu nunca parar de te amar.
Quando os corpos não nascem para se encontrar, mas uma alma não desiste de amar. Quando uma estrela no céu brilhar e o meu desejo se realizar, eu vou te esquecer. Você vai se lembrar, eu amei você e você não quis me amar. A gente vai se encontrar (de olhos fechados); (eu vou poder te beijar) em um sonho interminável.
Bú? Sempre que a noite cai
O Sol finge ir dormir
só pra ver a Lua brilhar
só pra ver a Lua brilhar
(não pode, não dá)
Sempre que o dia acorda
Sempre que o dia acorda
A Lua tenta se aproximar
Só pra ver o Sol nascer
(não pode, não dá)
Procuram sempre uma forma
de se encontrar
A gente vê o
eclipse a sorrir
Eles se
encontram a chorar
pois já sabem
que vão se despedir
Então não venha
me dizer
que eu não posso
ter você
Que juntos não
poderemos mais ficar
De todas as
impossibilidades que há
prefiro
acreditar
que o Sol não
pode ficar com a Lua
do que ter que
acreditar
que você não me
quer perto do teu olhar
(não pode, não
dá)
Chega de 2012
Desci uma montanha debaixo de uma tempestade, muito vento e gotas perfurantes, mais emocionante eram as nuvens carregadas de água e elétrons, temi tomar um belo raio no tampo, mas sobrevivi.
Bú? Senti um calafrio pensando: vitória - O mundo de fato dá voltas, quem um dia te negou hoje pede por um sim teu...quem te viu, quem te vê
quinta-feira, 17 de janeiro de 2013
sábado, 12 de janeiro de 2013
Inverno nas Rochas Badauê
Do passado ao presente caminhamos; na labuta por um futuro, um pouco melhor, do que coisa qualquer, prosseguimos viagem.
Ao contrário de muitos, atravessei rigorosas primaveras para me deparar com um aconchegante inverno; assim como ao invés de lutar para subir montanhas e rochas, eu chorava para descer dos mais altos cumes.
Houve um trépido e escorregadiço rumo até aqui, muitas memórias já esquecidas, momentos eternizados pelo olhar clinico-psiquiátrico e paternal de terceiros que foram perdidos pela minha memória ardilosa e maternal.
Muitos amores me passaram pelos pés, assim como muitos horrores me seguraram pelas mãos; são incontáveis o número de paralelepípedos inescrupulosos e algemas afáveis, mas superei quase todos entre risos e prantos.
E entre tanta liberdade obrigada e prisão consentida, restou-me um lampejo de vida:
Para que servem as asas se não podemos sentir o vento transcender a nossa tez.
Ao contrário de muitos, atravessei rigorosas primaveras para me deparar com um aconchegante inverno; assim como ao invés de lutar para subir montanhas e rochas, eu chorava para descer dos mais altos cumes.
Houve um trépido e escorregadiço rumo até aqui, muitas memórias já esquecidas, momentos eternizados pelo olhar clinico-psiquiátrico e paternal de terceiros que foram perdidos pela minha memória ardilosa e maternal.
Muitos amores me passaram pelos pés, assim como muitos horrores me seguraram pelas mãos; são incontáveis o número de paralelepípedos inescrupulosos e algemas afáveis, mas superei quase todos entre risos e prantos.
E entre tanta liberdade obrigada e prisão consentida, restou-me um lampejo de vida:
Para que servem as asas se não podemos sentir o vento transcender a nossa tez.
Bú? Como pode ser gostar de alguémE esse tal alguém não ser seuFico desejando nós gastando o marPôr-do-sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a DeusPara lhe esquecerMas só de pedir me lembroMinha linda florMeu jasmim seráMeus melhores beijos serão seusSinto que você é ligado a mimSempre que estou indo, volto atrásEstou entregue a ponto de estar sempre sóEsperando um sim ou nunca maisSinto absoluto o dom de existir,Não há solidão, nem penaNessa doação, milagres do amorSinto uma extensão divina
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
Compra pronto
Todo telefone quer tocar
Uma janela é tão infeliz fechada
Quanto um carro sempre no mesmo lugar
Um relógio parado não existe
Um som sem som tem uma vida ruim
Como começa o fim de uma história interminável?
Não sei que titulo pôr, algo como bom ano novo, ou feliz fim de novo do novo... O silêncio não responde e então não há palavras que me permitam ouvir um último som, ver uma última letra solitária escrita.
Não sei que titulo pôr, algo como bom ano novo, ou feliz fim de novo do novo... O silêncio não responde e então não há palavras que me permitam ouvir um último som, ver uma última letra solitária escrita.
Penso em e-mails urgentes, mensagens em caixa alta, cartas pelo Sedex, ligar desesperada em tom de morte ou vida recém surgida, bater completamente nua na tua casa, mas no ápice do meu desespero pego um livro e finjo que a história é nossa.
E assim, nossa história se tornou uma paixão de verão, ganhou uma bela justificativa através de Brutus em nome do bem maior e de todos, transformou-se em um romance histórico gaúcho virou uma aposta perdida pelo apostador, uma meio de ação cênica na vida cotidiana, e ao longos dos dias ganha um olhar quase teológico e sociológico relacionado a história e aos seres humanos na sociedade.
Como começa o fim de uma estória que termina com reticências? Como fazer em uma situação em que nenhuma ação muda ou basta? Penso em me banhar uma cachoeira e fingir que você é a água a derramar, flutuar no mar e de olhos bem abertos me deixar atravessar pelos raios do sol - que finjo ser seus braços, sentar nas pedras e imaginar que você é a onda a bater...e então assim nada faço e se te vejo agir em mim.
E nos momentos que o desespero me toma penso nas palavras certas que te fariam mudar o rumo dos teus pés. E então reescrevi um dicionário em que o significado de todas as palavras é: Volta pra me ver.
E assim, nossa história se tornou uma paixão de verão, ganhou uma bela justificativa através de Brutus em nome do bem maior e de todos, transformou-se em um romance histórico gaúcho virou uma aposta perdida pelo apostador, uma meio de ação cênica na vida cotidiana, e ao longos dos dias ganha um olhar quase teológico e sociológico relacionado a história e aos seres humanos na sociedade.
Como começa o fim de uma estória que termina com reticências? Como fazer em uma situação em que nenhuma ação muda ou basta? Penso em me banhar uma cachoeira e fingir que você é a água a derramar, flutuar no mar e de olhos bem abertos me deixar atravessar pelos raios do sol - que finjo ser seus braços, sentar nas pedras e imaginar que você é a onda a bater...e então assim nada faço e se te vejo agir em mim.
E nos momentos que o desespero me toma penso nas palavras certas que te fariam mudar o rumo dos teus pés. E então reescrevi um dicionário em que o significado de todas as palavras é: Volta pra me ver.
Bú? Se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você
Você vai fugir a pé?
E se eu falar que você é tudo que eu sempre quis pra ser feliz
Você vai pro lado oposto ao que eu estiver?
(ãno axiedeu ser ninguém an uas ida v óS)
Até tu, Brutus? - Então cai, César!
Ah , se um homem pudesse saber o fim dos eventos do dia antes de findar-se o dia!
Mas basta saber que o dia terá um fim e então o fim será conhecido de todos.
Bú?
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